20/11/2020 às 18h09min - Atualizada em 20/11/2020 às 18h09min

Delegada do caso João Beto diz que morte não foi racismo

Homem foi asfixiado por seguranças em loja do Carrefour em Porto Alegre

Vinicius Mariano
Poder360
(REPRODUÇÃO)
A delegada Roberta Bertoldo, que fará a investigação do homicídio de João Alberto Silveira Freitas, homem negro de 40 anos que foi espancado até a morte por seguranças de uma loja do Carrefour em Porto Alegre, declarou à Folha de S.Paulo que o caso não se trata de racismo.

Os 2 suspeitos, 1 homem de 24 anos e outro de 30 anos, foram presos em flagrante. Um deles é policial militar e foi levado para 1 presídio militar. O outro é segurança da loja e está em 1 prédio da Polícia Civil. A investigação trata o crime como homicídio qualificado.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, também declarou nesta sexta-feira (20) que o homícidio não se enquadra como racismo. “Para mim, no Brasil não existe racismo. Isso é uma coisa que querem importar para o Brasil, não existe racismo aqui. Eu digo para você com toda tranquilidade, não tem racismo aqui. Eu morei nos Estados Unidos, racismo tem lá”.

Mourão classificou o ato dos seguranças do Carrefour como “lamentável” e disse que era um caso de “segurança completamente despreparada para o trabalho que tem que fazer”. 
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