17/11/2020 às 17h48min - Atualizada em 17/11/2020 às 17h48min

As marinhas dos EUA, Austrália, Japão e Índia unidas contra o avanço da China no Indo-Pacífico.

A operação Malabar "destaca a crescente convergência de pontos de vista entre as quatro vigorosas democracias nos assuntos marítimos" declarou o Ministério da Defesa indiano.

Cristina Barroso
(REPRODUÇÃO)
As marinhas da Índia, Estados Unidos, Austrália e Japão realizaram nesta terça-feira exercícios navais no norte do Mar de Omã, na segunda fase de uma operação considerada parte de uma iniciativa regional para conter a presença crescente da China no Indo-Pacífico.
A operação Malabar "destaca a crescente convergência de ponos de vista entre as quatro vigorosas democracias nos assuntos marítimos" declarou o Ministro da Defesa indiano.


É a segunda vez que os quatro países - membros de um grupo informal conhecido como Quad - participam de uma operação naval conjunta dessa magnitude. A primeira fase do Malabar teve lugar de 3 a 6 de novembro na Baía de Bengala.

A Austrália está participando das manobras, que começaram em 1992, como uma atividade bilateral entre Washington e Delhi, depois de mais de uma década e após sofrer assédio diplomático de Pequim, após exigir uma investigação independente sobre o surto do coronavírus. O Japão aderiu em 2015.

Por sua vez, Pequim havia descrito no passado que a operação de Malabar era como exercícios de uma "coalizão anti-chinesa".
Esta fase dos exercícios consiste em operações centradas no grupo de batalha indiano do porta-aviões Vikramaditya e no americano Nimitz .
Participam também a fragata australiana Ballarat, o destróier japonês Murasame, submarinos e aeronaves.

A Índia está em desacordo com a China em um setor contestado da fronteira comum e espera que a operação sirva como um impedimento para Pequim, dizem analistas.

Todos os estados mais próximos estão nervosos com a presença militar cada vez mais notória no Pacífico, tanto na área do Golfo de Omã quanto no Mar do Sul. 

A China ocupa bancos de areia e recifes, constrói bases à velocidade da luz e reivindica soberania sobre as águas ao seu redor. Uma estratégia original que no futuro lhe permitiria alimentar a voracidade que mantém nos recursos marítimos.
As incursões do Exército de Libertação Popular (PLA) no Pacífico são uma amostra do processo expansionista de Xi Jinping, acelerado no primeiro semestre de 2020, aproveitando a distração gerada pela pandemia COVID-19 na maioria dos governos.

Nesse contexto, está enquadrado o acordo entre Japão e Auatrália para estabelecer um quadro jurídico que permita a tropas de ambos os países visitarem seus territórios e participarem de treinamentos e operaçãões conjuntas.

Da mesma forma, no final de outubro, Índia e Estados Unidos intensificaram sua aliança militar, com a assinatura de um acordo de troca de dados por satélite que permitirá a Nova Delhi obter maior precisão no manejo de seus mísseis e drones.
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