17/11/2020 às 16h31min - Atualizada em 17/11/2020 às 16h31min

Cidade de SP registra abstenção recorde no primeiro turno das eleições 2020

Quase 3 milhões dos eleitores de SP não foram votar no dia das eleições

Vinicius Mariano
(REPRODUÇÃO)
A capital paulista registrou abstenção recorde na votação para o primeiro turno das eleições 2020 em meio à pandemia de Covid-19: 29,29% dos eleitores aptos a votarem não foram neste domingo (15), o que corresponde a aproximadamente 2.632.587 habitantes do Município, o que supera os votos dados a Bruno Covas, que obteve por volta de 1,7 milhões, e Guilherme Boulos, que obteve aproximadamente 1 milhão. Se somadas as abstenções com os brancos e nulos, chega se ao assusatador número de 3.647.901 eleitores paulistanos que não quiseram escolher nenhuma das 13 opções para prefeito de São Paulo.

A abstenção recorde anterior na capital havia sido registrada em 2016, em que 22% dos eleitores aptos a votar não comparecem às urnas

Veja o histórico da taxa de abstenção na capital:
  • 2004: 15%
  • 2008: 16%
  • 2012: 18%
  • 2016: 22%
  • 2020: 29,29%
Na cidade de São Paulo, 13 candidatos concorreram à Prefeitura e cerca de 2 mil disputaram uma das 55 vagas na Câmara Municipal.

Neste domingo, no total, mais de 5,3 milhões de votos foram considerados válidos (84% do total). Os candidatos Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) disputarão o segundo turno.

A pandemia de Covid começou em março, tendo São Paulo como marco inicial. Na segunda quinzena daquele mês, os governos estaduais e municipais impuseram uma série de medidas restritivas de quarentena, para tentar conter a propagação da doença. A partir de agosto, as restrições começaram a ser flexibilizadas, e o comércio, parques e cinemas reabertos gradualmente. Mas o vírus permanece circulando no país.

Grande São Paulo
A capital paulista não foi a única cidade a registrar recordes de abstenção: em todos os 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo houve aumento na taxa de abstenção de 2016 para 2020. Em pelo menos nove desses municípios a abstenção representou mais de um quarto (25%) do total de eleitores aptos a votar.

A capital paulista, junto com Santo André, no ABC, registrou a maior taxa de abstenção. Em 2016 as duas já tinham empatado em primeiro lugar com 22% de abstenções totais em ambas as cidades.

Considerando a taxa de “não voto”, ou seja, quem podia votar, mas decidiu faltar ou votar branco ou nulo, Osasco e São Paulo empataram na primeira posição, com 41% do eleitorado de cada cidade que não escolheram candidato ou não apareceram no local de votação. A diferença é que, em Osasco, essa taxa caiu de 44% para 41%, já na capital paulista ela cresceu de 37% para 41% em 2020.

Municípios com mais abstenções na Grande SP:
  • São Paulo - 29,29%
  • Santo André – 28,88%
  • Carapicuíba – 28,50%
  • Osasco – 28,23%
  • Mogi das Cruzes - 27,78%
  • Embu-Guaçu – 27,22%
  • São Bernardo do Campo – 26,62%
  • Diadema – 25,95%
  • Mairiporã – 25,84%

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