14/07/2020 às 12h14min - Atualizada em 14/07/2020 às 12h14min

Registros de armas de fogo em 6 meses batem recorde

No primeiro semestre de 2020, foram registradas 73.885 novas armas. Número chega perto do total de 2019, em que foram registradas 82.663 armas.

Vinicius Mariano
Polícia Federal
Segundo a Polícia Federal, de janeiro a junho de 2020, 73.885 novas armas foram registradas, número equivalente a 89% dos registros de 2019, ano que bateu recorde de aquisição de armas legalizadas, com 82.663 registros expedidos pela Polícia Federal. Os números altos são reflexos das medidas que facilitaram o armamento da população decretadas pelo Presidente da República Jair Bolsonaro, via decretos e portarias, como promessa de campanha. Além disso, o governo enviou em 2019 o projeto de lei 13502/2019 ao Congresso. Esse projeto, que já foi aprovado na Câmara e agora está tramitando no Senado, relaxa diversos pontos do estatuto do desarmamento, como ampliar a posse e porte para caçadores e colecionadores, além de permitir ampliação das categorias que podem ter posse e porte de armas por decreto.

Uma pesquisa do Datafolha feita em maio de 2019 revelou que 72% da população seria contra o armamento, porém, o Datafolha errou a maioria das pesquisas nas eleições de 2018, principalmente no que tange ao Senado. Segundo o Datafolha, Dilma, Requião, Suplicy e Beto Richa teriam sido eleitos. Esses erros bruscos do instituto e a eleição do Presidente Jair Bolsonaro, defensor ferrenho do armamento, mostram que o levantamento é questionável e não reflete a opinião pública.

Além disso, em 2019, ano em que os registros bateram recorde até então, houve diminuição de 20% dos homicídios, na contramão do que prega a falsa dicotomia "quanto mais armas, mais crimes" repetida pelos críticos do armamento civil.
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