07/11/2020 às 15h56min - Atualizada em 07/11/2020 às 15h56min

Europa se prepara para novo lockdown e o povo se revolta e teme a falência.

Incidentes violentos foram registrados pela terceira noite consecutiva - com saques, vandalismo e confrontos com a polícia - em várias cidades da Espanha.

Cristina Barroso
(RECOLHER)
O retorno dos confinamentos aumenta a frustração e o cansaço ao redor do planeta, o que gera distúrbios, sobretudo na Europa.
O temor de falência de muitas empresas é cada vez maior, afirmou Michael Kill, diretor da associação de bares e restaurantes do Reino Unido, que citou um 'Armageddon financeiro'.

Incidentes violentos foram registrados pela terceira noite consecutiva -  com saques, vandalismo e confrontos com a polícia - em várias cidades da Espanha.
Manifestações contra as restrições, especialmente o toque de recolher noturno e o fechamento do perímetro urbano decretado por quase todas as regiões. espanholas.
"Causam um prejuízo muito grave em um momento em que estamos com tanto em jogo, basicamente a saúde das pessoas", lamentou o prefeito de León (norte).

Incidentes similares foram registrados no fim de semana em várias cidades italianas, assim como em Praga, a capital da República Tcheca.
 
Para controlar o avanço do vírus, os países europeus começaram a reinstalar  medidas, como a Alemanha, que ordenou uma série de fechamentos a partir desta segunda-feira (02)  até o fim do mês.
Os alemães não permanecerão confinados em suas casas, mas bares, cafés e restaurantes devem fechar as portas por quatro semanas, assim como teatros, óperas e cinemas, o que foi muito criticado pelo mundo da cultura.
A chanceler Angela Merkel pediu aos alemães que cumpram as novas restrições para ajudar na luta contra o agravamento da pandemia. 
"Dependemos da cooperação, da aceitação e da compreensão de nossos cidadãos para poder executá-las", disse Merkel. 
Colégios, creches e alguns estabelecimentos comerciais escaparam até o momento do que alguns meios de comunicação chamaram de "confinamento light". 

Portugal, aplicará um novo confinamento em 70% do país a partir de quarta-feira (04/11), e vai declarar estado de emergência sanitária para conseguir aplicar medidas mais restritivas.

Na Bélgica, o governo decidiu um "confinamento mais severo" durante seis semanas.
Todos os estabelecimentos comerciais não essenciais permanecerão fechados a partir desta segunda-feira (02) e o home office volta a ser normal.
O primeiro-ministro Alexander De Croo anunciou que apenas uma pessoa poderá ser convidada para a residência.

Em Bruxelas, como na França e em outras partes da Europa, a mudança é justificada pela situação "crítica" nos hospitais.

A Itália, primeiro país do continente a impor um confinamento durante a primeira onda, também se prepara para anunciar novas restrições.

As autoridades do cantão suíço de Genebra decretaram o fechamento de bares, restaurantes e comércios não essenciais diante do "severo agravamento da situação".

A Áustria entrará em confinamento na terça-feira e prosseguirá com a medida até o fim de novembro.
 
No Reino Unido, país com o maior número de mortos na Europa (46.555), o primeiro-ministro Boris Johnson anunciou o retorno do confinamento a partir da próxima quinta-feira e até 2 de dezembro.

Enquanto a Europa se fecha cada vez mais, do outro lado do Atlântico, vários países da América Latina começaram a flexibilizar o confinamento, com a esperança de reativar a economia.
 
 
 
 
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