03/11/2020 às 11h00min - Atualizada em 03/11/2020 às 11h00min

Por que decidi votar em Trump de novo: a visão de uma brasileira na Flórida

Dentre os motivos que levaram Evany Hirle a votar no Republicano, está a facilidade de empreender e o pulso firme de Donald Trump ao conduzir o país

Vinicius Mariano
BBC News
(REPRODUÇÃO)
Em 2016, a mineira Evany Hirle teve que "desaparecer das redes sociais" depois de dizer, em entrevista à BBC News Brasil, que havia dado um "voto de confiança" ao republicano Donald Trump, então vitorioso nas eleições presidenciais, mas sem experiência prévia na política.
Hoje, quatro anos depois e com a proximidade do fim do primeiro mandato do ex-empresário, que tenta a reeleição, Hirle não titubeia quando questionada em quem vai votar neste pleito.

"Votei em Trump e fiz isso de maneira consciente. Não fui impulsiva. Pelo contrário, pesquisei bastante. O americano que é patriótico, que se preocupa com os valores do país, vai votar em Trump", afirma, dizendo-se feliz com seu voto.

"Há quatro anos, você me perguntou se eu achava que ele ia arrumar a casa. Ele não fez milagre, mas gosto do posicionamento dele. Ele tem uma personalidade forte - é um trator", explica.

"Os Estados Unidos nunca foram nem nunca serão um país socialista. Somos capitalistas. Aqui é a terra das oportunidades. Não de 'oba oba'. Trump é o candidato mais preparado para nos tirar desse atoleiro", acrescenta ela, referindo-se aos efeitos da pandemia do coronavírus na economia.

Questionada sobre o principal opositor de Trump na disputa, o democrata Joe Biden, Hirle diz que não o vê liderando o país.

"Na época em que ele era vice-presidente (do governo de Barack Obama), eu o via como uma pessoa doce, suave e ponderada. Ele daria certo para ser o que era antes. Mas no momento agora, para levantar o país, precisamos de alguém com pulso firme, como Trump", diz.

Empresária graças a Trump
Aos poucos, diz ela, conseguiu juntar dinheiro suficiente para comprar e alugar casas, montando uma companhia que oferece suporte a turistas brasileiros que viajam à Disney.
Hirle tem cinco casas agora, "três em Orlando e duas em Miami".

Ela credita à gestão de Trump a facilidade com que pôde se tornar rapidamente uma empreendedora.

Também elogia o cheque de auxílio emergencial concedido pelo governo aos afetados pela pandemia.

"A renda de todo mundo minguou. Mas tivemos que nos reinventar. Não temos mais turistas por aqui, então, eu converti minhas casas em espaços para eventos, como chá de bebê e aniversários", diz ela.

"Mas eu mesma esterilizo as casas. Não sou madame", acrescenta.

"Como boa brasileira, me virei. Não volto para o Brasil. Vou morrer aqui", conclui.
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