13/07/2020 às 13h23min - Atualizada em 13/07/2020 às 13h23min

Migração de fábricas argentinas para o Brasil já é realidade

''É que aqui temos presidente''

Kaio Lopes
Clarín
Saint Gobain, empresa argentina (TOP EMPLOYERS)
Nesta segunda-feira, 13, uma notícia no âmbito regional, entre Brasil e Argentina, trouxe, por um lado, preocupação, e, por outro, esperança. É que a AFAC (Associação de Fábricas Argentinas de Componentes), entidade unificadora das companhias de autopeças no país, anunciou o fechamento de três das fábricas e as suas consequentes migrações para as terras tupiniquins: Basf e Axalta, de tinturas para automóveis; e Saint Gobain, no ramo de vidros. Ainda de acordo com o reportado pela asssociação, esta decisão não é consequência exclusiva da crise gerada pela pandemia da COVID-19, mas, entre outros fatores, tem relação direta com descontroles tributários, restrições impostas pelo Estado por meio de excessivas fiscalizações e, inclusive, desestímulo gerado pela pressão interna e impedimentos para exportações. 

Conforme o comunicado divulgado à imprensa, a AFAC declarou: ''Estamos extremamente preocupados que isso seja interpretado como o mero resultado da conjuntura gerada pela COVID-19'' e ainda ressaltou ''O fechamento de fábricas no setor automotivo exige um processo de decisão que demora muitos meses, e às vezes, anos. Entre 2009 e agora, cerca de 47 empresas do setor fecharam suas atividades produtivas, sendo 17 entre 2019 e 2020''. Vale frisar, contudo, que somente num período de oito anos, e apenas neste ramo, foram perdidos 15 mil empregos diretos, o que, a grosso modo, corrobora a percepção da crise econômica sem precedentes sob as recentes gestões executivas. 

Por fim, se Alberto Fernandez, atual presidente argentino, desperta a desconfiança do mercado e deteriora a economia local, no Brasil, Jair Bolsonaro, já no final de 2019, dava indícios sobre a possibilidade de migração de fábricas argentinas para nosso país, ainda que se referisse à outras:



Bolsonaro, à época, recebeu críticas e acabou por ser ridicularizado nas manchetes tradicionais, no entanto, neste momento, está claro, apesar da imprensa marrom, haver uma ligação entre a abertura do mercado brasileiro e a descentralização do Estado propostos por Paulo Guedes e as informações que eclodem na data de hoje.

Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »