27/10/2020 às 14h38min - Atualizada em 27/10/2020 às 14h38min

Netflix tem pico de cancelamentos devido ao filme 'Lindinhas'

Filme conta a história de uma criança que se rebela contra os valores conservadores da família e é considerado uma alusão à pedofilia por muitos

Vinicius Mariano
Desde que lançou o filme francês Mignonnes ('Lindinhas'), no dia 9 de setembro, a plataforma de streaming Netflix registrou um aumento significativo na sua taxa de cancelamentos. Dados da consultoria YipitData mostram, sem revelar números absolutos, que cresceu em oito vezes, no final de semana seguinte ao lançamento, o volume de pessoas que deixaram de pagar suas assinaturas.

Isso porque o filme dirigido pela estreante Maïmouna Doucouré hipersexualiza uma criança de 11 anos. Usuários da plataforma não gostaram disso.

A queda das assinaturas começou então um movimento na comunidade conservadora americana para cancelamento de assinaturas do Netflix, com a hashtag #CancelNetflix. No Brasil, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, também entrou no movimento. 

“Chega de erotizar nossas crianças. Chega de conteúdos que incentivam pedófilos a praticarem seus atos libidinosos na vida real contra crianças”, disse no Twitter. Por aqui, a empresa americana já havia sofrido pressão parecida quando o grupo humorístico Porta dos Fundos lançou o especial de Natal A Primeira Tentação de Cristo, que é uma afronta aos valores religiosos do povo brasileiro.


A Netflix, no entanto, não se mostrou arrependida. Em entrevista à Variety, o co-CEO da empresa, Ted Sarandos, minimizou a questão. "O filme fala por si. É uma história muito pessoal sobre crescimento, é a história da diretora. O filme foi muito bem em Sundance, sem essa controvérsia, e muito bem nos cinemas da Europa, sem essa controvérsia", disse.
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