26/10/2020 às 23h15min - Atualizada em 26/10/2020 às 23h15min

Senado americano confirma Amy Coney Barret para a Suprema Corte dos EUA

Juíza de perfil conservador vai substituir Ruth Ginsburg, que tinha posicionamento de extrema esquerda

Vinicius Mariano
O Senado dos Estados Unidos confirmou, na noite de hoje, a indicação da juíza conservadora Amy Coney Barrett para a Suprema Corte, faltando oito dias para as eleições americanas. Foram 52 votos a favor e 48 contra.

A senadora Susan Collins foi a única republicana a votar contra a indicação de Barret, após ter expressado preocupação de que o dia da eleição estaria muito próximo para considerar um candidato, segundo informou a CNN.

Nenhum senador democrata apoiou a confirmação de Barrett. É a primeira vez, desde meados de 1.800, que um candidato à Suprema Corte não recebe nenhum voto do partido oposto, observou o "Los Angeles Times".

A ida de Barrett à Suprema Corte amplia a vantagem da composição ideológica para os conservadores. Agora, junto com Brett Kavanaugh e Neil Gorsuch, ambos nomeados por Trump, a juíza Amy Coney Barret comporá um placar de 5 a 4 a favor de decisões mais à direita.

Em 2018, Barrett fez parte da lista de finalistas apresentada por Trump para o lugar na Suprema Corte do aposentado juiz Anthony Kennedy, um posto que acabou ficando com Brett Kavanaugh, após uma batalha pela confirmação.

Com apenas 48 anos, sua nomeação para um posto vitalício garante uma forte presença conservadora por décadas na Suprema Corte. Barrett é vista como o oposto de Ginsburg, que defendia diminuição da idade de consentimento sexual e ideologia de gênero.

Católica praticante e mãe de sete filhos, dois deles adotados no Haiti e um com síndrome de Down, Barrett se opõe ao aborto, um dos temas-chave dentro da polarização cultural que domina a atualidade dos Estados Unidos. Conheça mais sobre a juíza Amy Coney Barret nesta matéria do Tribuna Nacional.
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