23/10/2020 às 09h37min - Atualizada em 23/10/2020 às 09h37min

Brasil e EUA se unem a outros países em aliança contra o aborto

Vinicius Mariano
Brasil e Estados Unidos se uniram a outros países para firmar uma aliança internacional contra o aborto. A formação do aliança, chamada “Consenso de Genebra”, estava sendo organizada já há meses pela diplomacia norte-americana e se acelerou após o Conselho de Direitos Humanos da ONU, o qual conta com ditaduras como Cuba e China em sua composição, consagrou o acesso ao aborto como um "direito universal".

Na quinta-feira, 22, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e o secretário de Saúde, Alex Azar, participaram da cerimônia virtual de assinatura. “A Declaração do Consenso de Genebra tem como objetivo promover a saúde da mulher, defender o nascituro e reiterar a importância vital da família”, disse Pompeo.

O documento é assinado por 32 países, entre os quais estão Brasil, EUA, Polônia, Hungria, Indonésia, Bielo-Rússia, Paquistão, Arábia Saudita, Emirados Árabes e outros. Da Europa, apenas Bielo-Rússia, Hungria e Polônia aceitaram participar do acordo. O acesso ao aborto é amplamente restrito nos países que firmaram a declaração. “Não existe um direito internacional ao aborto”, declarou Pompeo.

O Consenso de Genebra formaliza a criação de um grupo de oposição à Declaração Universal dos "Direitos Humanos" da ONU, que constitui a base para a consolidação do direito de assassinar crianças na fase intrauterina como direitos humanos.

Aborto nos EUA
O direito ao aborto nos EUA foi conquistado na década de 70 graças a uma mentira no famoso caso Roe vs. Wade, que legalizou o homicídio intrauterino no país. No caso, uma mulher, Norma L. McCorvey, foi à justiça para requerer o aborto - até então proibido no país - afirmando ter sido vítima de estupro. O caso foi parar na Suprema Corte, à qual foi apresentada dados falsos sobre o aborto no país, como revelou o dr. Bernard Nathanson em seu livro "América que Aborta" anos depois ao assumir que maquiou os números. Diz o dr. Nathsson no livro: "Eu confesso que sabia que os números eram totalmente falsos, mas na "moralidade" da nossa revolução, era um dado útil, amplamente aceito, então por que corrigi-lo com estatísticas honestas? Os números oficiais de mortes maternas devido ao aborto ilegal antes do aborto ser legalizado eram 160". No caso, os números inventados pelos militantes abortistas na época, que incluia o dr. Nathsson, era de 5.000 a 10.000 por ano. Depois de anos,  Norma L. McCorvey confessou que nunca havia sido estuprada e antes de morrer, em 2017, ligou para uma amiga para manifestar sua repulsa pelo aborto, se arrependendo de ter mentido.

Uma das primeiras ações de Trump no cargo foi restabelecer uma política conhecida como “regra da mordaça global”, que proíbe os prestadores de cuidados de saúde financiados pelos EUA de fornecer ou discutir abortos. O candidato democrata à presidência, Joe Biden, prometeu derrubar essa diretriz, se for eleito, como fez o presidente Barack Obama logo após assumir o cargo, em 2009.
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