21/10/2020 às 22h23min - Atualizada em 21/10/2020 às 22h23min

Pazuello testou positivo para a Covid-19.

Cristina Barroso
(REPRODUÇÃO)
O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, está com covid-19.
No mesmo dia em que o ministro se envolve em polêmica com o presidente Jair Bolsonaro, sobre a intenção de compra de 46 milhões de doses da vacina contra a covid-19, fabricada pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, também é diagnosticado com o vírus.

A intenção de compra havia sido feita por Pazuello nesta segunda-feira (19) em ofício encaminhado ao diretor-geral do Butantan, Dimas Covas e teria o preço estimado em US$10,30 (dez dólares e trinta centavos) cada dose.

Bolsonaro não concordou com a decisão do Ministério da Saúde e, por isso, ordenou o recuo dessa compra.

O anúncio da compra da vacina chinesa foi feito ontem pelo governo de São Paulo. O acordo foi concretizado em uma reunião virtual entre o governador João Doria, o ministro Eduardo Pazuello e outros 23 chefes de estados brasileiros.

“A vacina do Butantan será a vacina brasileira. Com isso, o registro vem pela Anvisa e não pela Anvisa chinesa. E isso nos dá mais segurança e margem de manobra”, disse ontem o ministro da Saúde durante o encontro virtual com os governadores.

Em sua rede social, Bolsonaro disse hoje que "o povo brasileiro NÃO SERÁ COBAIA DE NINGUÉM", em referência à vacina produzida pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. O presidente também classificou o antídoto como "vacina chinesa de João Doria".
 
 
Hoje, João Dória e equipe participaram de reunião com o presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barras Torres.
O assunto tratado na reunião foi à vacina chinesa, coronavac.
Dória vai ao STF (Supremo Tribunal Federal) para uma audiência com o novo presidente da Corte Luiz Fux.
 
 
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