15/10/2020 às 17h40min - Atualizada em 15/10/2020 às 17h40min

Escândalo da Família Biden é revelado pelo New York Post

Kaio Lopes
NY POST
NY POST (REPRODUÇÃO)
Em reportagem divulgada pelo jornal norte-americano New York Post nesta quarta-feira (14), tanto Joe Biden, atual candidato à presidência dos EUA, quanto seu filho, Hunter Biden (advogado), são acusados de um esquema antiético e polêmico envolvendo omissão de investigações em virtude de favorecimento político. 

A matéria divulga um e-mail no qual Hunter e Vadym Pozharski, um dos principais executivos da empresa de energia ucraniana Burisma - que em 2014 admitiu o filho de Joe Biden com um salário avaliado em US$ 50 mil - conversam sobre como o advogado poderia usar sua influência junto ao seu pai para favorecer a companhia, à época investigada pela Procuradoria Ucraniana sob o comando do procurador-geral Vitor Shokim. 

O texto revela, ainda, que Joe Biden, em 2015, se encontrou com Pozharski; dois meses após o encontro, o então vice-presidente praticamente exigiu que Petro Poroshenko - presidente ucraniano na ocasião - demitisse o procurador Shokim, pois, caso contrário, inviabilizaria a liberação de recursos estimados em US$ 1 bihão ao país. Em 2018, Biden confirmou ter sugerido essa decisão durante esclarecimentos ao Conselho de Relações Exteriores, porém, na oportunidade, afirmou ter sido em virtude de supostas preocupações contra a corrupção, contrapondo a defesa de Vitor, por sua vez, desconfiado da relação entre sua demissão e à alta cúpula da Burisma. 

As informações estão contidas em um computador deixado numa loja de consertos eletrônicos, localizada no estado nordestino de Delaware. O aparelho foi entregue ao estabelecimento em 2019 e, segundo o proprietário, não foi buscado desde então. O MacBook Pro continha um adesivo da Fundação Beau Biden - cujo nome homenageia um filho falecido de Joe Biden. 

Após o dono da loja alertar a FBI a respeito do conteúdo, os agentes federais apreenderam o computador em Dezembro de 2019. Uma das cópias do disco rígido foi mantida pelo empresário e entregue ao ex-prefeito de NY, o republicano Rudy Giuliani, este último responsável pelo repasse das provas ao NY Post no domingo (11). 

Além do escândalo político a ser investigado, o notebook contém um conteúdo de âmbito pessoal envolvendo Hunter Biden, no qual durante 12 minutos o filho de Joe é gravado fumando crack e praticando sexo explícito. 

Dada a repercussão dos fatos, as principais redes sociais, a exemplo do Facebook e do Twitter, restringiram o acesso ao conteúdo da reportagem e limitaram as publicações e o disparo de informações relacionadas à denúncia. O porta-voz do Facebook, Andy Stone, disse: ''Isso faz parte do nosso procedimento padrão para reduzir a disseminação de informações incorretas . Reduzimos temporariamente a distribuição pendente da revisão dos verificadores de fatos''. 

Apesar dos argumentos dos representantes de ambas as plataformas, o material publicado pelo NY Post possui imagens e textos probatórios.

O jornal procurou as assessorias dos Biden, no entanto, não obteve resposta.
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