08/10/2020 às 15h35min - Atualizada em 08/10/2020 às 15h35min

STF julga hoje se o depoimento de Bolsonaro será presencial ou por escrito.

O depoimento refere-se ao inquérito aberto em abril para investigar se o presidente tentou interferir na Polícia Federal, conforme declarações feitas na ocasião pelo então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que pediu demissão após o fato.

Cristina Barroso
(REPRODUÇÃO)
Nesta quinta-feira (08), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Melo, realizará sua última sessão no plenário da Corte, antes de sua aposentadoria prevista para o dia 13 de outubro.
Nesta sessão será julgado o recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) que decidirá se o depoimento do presidente da República Jair Bolsonaro será presencial ou por escrito.

O depoimento refere-se ao inquérito aberto em abril para investigar se o presidente tentou interferir na Polícia Federal, conforme declarações feitas na ocasião pelo então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que pediu demissão após o fato.
O caso foi incluído na pauta na segunda-feira pelo presidente do STF, Luiz Fux, como um dos últimos atos em que o ministro Celso de Melo é relator.

Logo após voltar de licença médica, o ministro Celso de Melo revogou a decisão do colega Marco Aurélio Mello, relator interino do caso, que havia agendado, para a sexta-feira passada, o início de um julgamento pelo plenário virtual sobre o formato do depoimento de Bolsonaro.
A AGU alega que Bolsonaro tem direito a depor por escrito à luz de um precedente do próprio STF que envolveu o então presidente Michel Temer.

Bolsonaro nega ter cometido irregularidades. Após a conclusão das investigações, caberá ao procurador-geral da República, Augusto Aras, decidir se vai denunciar o presidente, pedir arquivamento da apuração ou ainda novas diligências.
 
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