08/10/2020 às 11h12min - Atualizada em 08/10/2020 às 11h12min

Polícia Federal cumpre 14 mandados de prisão temporária e busca e apreensão em Manaus

Há fortes indícios que a aquisição destes respiradores pulmonares seria apenas o início de outros esquemas de compra de equipamentos realizado em nome da pandemia de COVID-19.

Cristina Barroso
(REPRODUÇÃO)
O Superior Tribunal Federal (STJ) expediu 14 mandados judiciais, sendo nove de busca e apreensão e cinco de prisão temporária.
 A Polícia Federal do Amazonas, com o apoio do Ministério Público Federal e da Controladoria-Geral da União cumpre os mandados nesta manhã de quinta-feira (08) em Manaus, na segunda fase da Operação Sangria.

Em nota, o Governo do Amazonas informou que está contribuindo com a apuração dos fatos. São investigados os fatos relacionados aos crimes de fraude à licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

A primeira fase da Operação Sangria apurou que, uma empresa que atua no ramo de  vinhos, utilizava-se de empréstimos de dinheiro para adquirir respiradores pulmonares de uma empresa local. Em seguida revendia-os ao Estado do Amazonas com preço super faturado.
Já o dinheiro recebido pelo Governo do Amazonas era remetido ao exterior, para uma empresa aparentemente de fachada.

As provas reunidas após o cumprimento dos mandados judiciais na primeira fase, identificou que funcionários do alto escalão da Secretaria de Saúde do Amazonas também participavam do processo de contratação fraudulenta com o intuito de favorecer o grupo de empresários locais, sob a orientação da cúpula do Governo do Estado.

Há fortes indícios que a aquisição destes respiradores pulmonares seria apenas o início de outros esquemas de compra de equipamentos realizado em nome da pandemia de COVID-19.
Na primeira fase da Operação, foram apreendidas propostas de preços de respiradores pulmonares de diferentes empresas em posse de apenas um empresário, sem razões aparente.

A participação efetiva de um sócio oculto ligado à empresa investigada, utilizava o lucro obtido de maneira fraudulenta,  na aquisição de testes rápidos para COVID-19, com a finalidade de revender ao governo do Estado do Amazonas e obter vantagem de maneira ilícita.
Os indiciados, se condenados, poderão cumprir pena de até 30 anos de prisão.

O Governo do Amazonas informou que está contribuindo com a apuração dos fatos pela Polícia Federal e que a ação de busca e apreensão, desencadeada nesta quinta-feira (08), envolve, em grande parte, pessoas que já não fazem mais parte da estrutura do Governo do Estado.
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