11/07/2020 às 22h37min - Atualizada em 11/07/2020 às 22h37min

Empresários ligados ao MBL são presos em São Paulo

Além da prisão dos empresários, a sede do MBL foi alvo de buscas

Vinicius Mariano
Alessander Mônaco Ferreira e Carlos Augusto de Moraes Afonso (cujo apelido é Luciano Ayan), empresários ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL), foram presos nesta sexta-feira (10) em São Paulo em uma operação conjunta da Polícia Civil e Receita Federal. A sede do Movimento também foi alvo de buscas e apreensão da polícia paulista. Mônaco e Ayan são suspeitos de estarem envolvidos no desvio de mais de 400 milhões de reais, segundo o Ministério Público. O MP diz que o MBL recebia "doações de forma suspeita" por meio de "cifras ocultas" em uma "confusão jurídica empresarial" com o MRL (Movimento Renovação Liberal). O esquema utilizava, ainda, "diversas empresas em incontáveis outras irregularidades, especialmente fiscais".

Kim Kataguiri, deputado federal e membro do MBL, negou que Ayan e Mônaco fizessem parte do movimento: "Alessander Monaco Ferreira e Carlos Augusto  de Moraes Afonso não são integrantes e sequer fazem parte dos quadros do MBL. Ambos nunca foram membros do movimento", disse o deputado em um tweet. O MP, no entanto, discorda: segundo a Gedec (Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômico), do MP, os homens integram o MBL, embora a operação "se refira a um crime econômico, e não político".

O MRL está registrado em nome do coordenador do MBL Renan Santos e seus outros 2 irmãos. A família Santos respondia, em 2017, ao menos 125 processos, conforme mostrou o jornal El País naquele ano. A maioria dos processos são por falta de pagamento de dívidas líquidas e certas, débitos fiscais, fraudes em execuções processuais e reclamações trabalhistas.
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