01/10/2020 às 01h10min - Atualizada em 01/10/2020 às 01h10min

Mega operação da Polícia Federal, atinge em cheio o sistema financeiro do PCC, que movimentou R$ 30 bilhões

Foram cumpridos, 13 mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão, sequestro de bens de 32 automóveis, nove motocicletas, dois helicópteros, um iate, três motos aquáticas, 58 caminhões e 42 reboques e semirreboques, que somam R$ 32 milhões.

Cristina Barroso
(REPRODUÇÃO)
A Polícia Federal realizou ontem (30), uma mega operação intitulada “Rei do Crime”, com o objetivo de desarticular o braço financeiro do PCC (Primeiro Comando da Capital), em São Paulo, Santa Catarina e Paraná.

A investigação interditou mais de 70 empresas e bloqueou,com autorização da justiça, contas bancárias que superam o valor de R$ 730 milhões.
Segundo a Polícia Federal, o esquema de lavagem de dinheiro era feito através de postos de gasolina e de uma distribuidora de combustível.



Alemão, como é conhecido, é o principal suspeito e alvo da investigação, ele seria dono de  uma rede de postos de gasolina e estaria envolvido em outros crimes, homicídio, cometidos pelo PCC.
Alemão pode estar envolvido no duplo assassinato, em 2018, de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, que seriam os principais líderes da facção em liberdade até então.
O crime teria sido motivado pelo roubo de dinheiro oriundo de propinas da facção, segundo apontam as investigações.
Vinte pessoas foram indiciadas ao todo e devem responder por organização criminosa e lavagem de dinheiro, conforme nota divulgada pela PF.

Além de Alemão mais uma pessoa, que foi condenada pelo envolvimento no furto ao Banco Central do Brasil, ocorrido em Fortaleza em 2005, são alvos dessa operação.

Foram cumpridos, 13 mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão, sequestro de bens de 32 automóveis, nove motocicletas, dois helicópteros, um iate, três motos aquáticas, 58 caminhões e 42 reboques e semirreboques, que somam R$ 32 milhões.
Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Elvis Secco, coordenador-geral de Repressão a Drogas e Facções Criminosas da PF, afirma:

“Essa é a verdadeira face do PCC. Essa é a face que deve ser encarada por todos. Uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro do tráfico de drogas”.

Ao todo, 73 empresas foram investigadas e interditadas na manhã de ontem.
A PF solicitou em juízo que essas empresas passem a ser administradas pela Senad (Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas), órgão do Ministério da Justiça, "para garantir que funcionários e terceiros não sejam prejudicados”.
 
 
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