27/09/2020 às 12h43min - Atualizada em 27/09/2020 às 12h43min

Conheça Amy Coney, indicada por Trump à Suprema Corte

À Fox News, presidente justificou a escolha

Kaio Lopes
Da Redação
(REPRODUÇÃO)
Amy Coney Barrett, desde ontem, está na crista da onda. Afinal, a jurista de 48 anos, adepta do originalismo - em suma, um conceito baseado na interpretação primária, rigorosa e motivacional da Constituição, foi indicada por Donald Trump à Suprema Corte dos EUA para suceder a recém-falecida Ruth Bader Ginsburg. 

Descrita pela Reuters como ''favorita entre os conservadores religiosos'', Amy possui um posicionamento textualista das Leis Americanas, sendo ela, a partir daí, uma pedra nos sapatos democratas. De família católica e declaradamente seguidora do cristianismo, ela já travou disputas polêmicas no Tribunal de Apelações - onde atua como juíza de circuito (cargo de ordem federal na política estadunidense). Dentre elas, durante discussão em 2016, Barrett defendeu que, após o procedimento de aborto, os restos fetais da criança deveriam ser obrigatoriamente enterrados, seja por cremação ou processo de sepultamento comum. 

Crítica assídua do programa ''Obamacare'', um dos principais reguladores da saúde americana e responsável por maior alcance público à população (não necessariamente melhor), Amy reiterou ser contra a iniciativa do então presidente, Barack Obama, de querer abordar quais seriam os interesses religiosos na acepção de métodos contraceptivos relacionados à gravidez. 

Favorável à posse e porte de arma de fogo, a jurista polemizou no ano passado: contrariou a decisão majoritária do Tribunal no julgamento sobre a proibição do porte da arma para criminososos não-violentos, salientando que, embora o governo tenha interesse legítimo em inviabilizar tal acesso contra condenados violentos, não há precedente evidenciando a necessidade de semelhante decisão no caso posto em questão. 

Amy, nascida em Nova Orleans (Louisiana) e formada em Direito pela Notre Dame Law School em 1997, é mãe de sete filhos e assinou, em 2015, uma carta corroborando seu interesse em manter o compromisso com as pautas tradicionais relacionadas à família e ao casamento, o que, por um outro lado, foi visto como um ataque aos liberais. 

Se aprovada sua nomeação no Senado, Barrett terá de ser concretizada por duas audiências públicas, incluindo a votação na Comissão Judiciária da casa e, por fim, no plenário. 

Na manhã deste domingo (27), em entrevista concedida ao matinal ''Fox & Friends'', Trump justificou sua recomendação: ''Principalmente, estou procurando por alguém que possa interpretar a Constituição como foi escrita. Dizemos isso o tempo todo e a juíza (Amy) é muito forte nisso''. 
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