17/09/2020 às 09h30min - Atualizada em 17/09/2020 às 09h30min

Em busca de uma suposta ''quarta revolução industrial'', APEC promove o socialismo

Entenda alguns pontos da cooperação

Kaio Lopes - com redação própria
Christian Gomez for JBS STRAIGHT TALK
CGTN (REPRODUÇÃO)
A APEC, sigla inglês para ''Asian Pacifc Economic Cooperation'', é um dito fórum econômico regional. Atuando desde 1989, afirma ter como objetivo central colaborar para a interdependência dos países membros, incluindo China e EUA. Seu site oficial, contudo, revela sua intenção na promoção do equilíbrio, inclusão e sustentabilidade, pautas que são objetos do controle globalista à nível universal. 

Em 15 de Novembro de 2009, durante discurso convergente entre os chefes de Estado participantes, a APEC destaca: ''Continuaremos a explorar os blocos de construção para uma possível área de 'livre comércio' da Ásia-Pacífico (FTAAP) no futuro''. À época, a China estava sob o comando do ditador comunista Hu Jintao, e os EUA, por sua vez, era presidido por Barack Obama. 

Em nova sessão plenária, datada de 11 de Novembro de 2014, o então presidente Obama, em absoluta subserviência aos interesses do establishment, defendeu a ditadura chinesa de Xi Jinping: ''Finalmente, quero elogiar a China por se concentrar este ano no que a APEC pode fazer para contribuir com a realização da área livre de comércio da Ásia e do Pacífico. A meta da FTAAP foi anunciada em 2006 e, como os líderes observaram, as muitas iniciativas regionais contribuirão para a eventual realização. Vemos nosso engajamento na parceria transpacífica como uma contribuição para esse esforço. Estou ansioso pelo dia em que todas as nossas economias possam ser conectadas em um acordo de alto padrão do século XXI. E eu acho que os esforços e o trabalho do presidente Xi para definir esta agenda aqui e hoje ajudarão a facilitar isso''. 

A conexão sobre a qual Obama se referia é, na verdade, a integração entre EUA e China, sendo a primeira obediente aos planos da segunda. Sendo assim, a APEC contribui, nesse aspecto, para a corroboração da agenda socialista. 

Mais recentemente, em anúncio no site oficial, e que retratava o posicionamento da cooperação sobre o cenário pandêmico, ela afirmou: ''O trabalho também não voltará ao normal. Seu futuro já era objeto de intensão discussão e ansiedade muito antes da pandemia. Os eventos de 2020 o alterarão ainda mais''. Em outra publicação, agora mais direta e sobre as políticas da APEC, cujo título é COVID-19, 4HR E O FUTURO DO TRABALHO, a cooperação pondera que o chamado ''novo normal'' será aquele em que os trabalhadores humanos e a interação em seus locais de trabalho serão cada vez mais obsoletos e substituídos pela suposta ''quarta revolução industrial'', na qual se incluem automoções, robôs e a IA (Inteligência Artificial). 

Como contrapartida das suas iniciativas, a APEC espera que seus membros adotem algumas especificidades econômicas, a exemplo de programas recuperatórios de empregos com financiamento do contribuinte e expansão do projeto de transferência de renda, ações estas mais benéficas aos governos do que às populações sob suas vigências.

São através desses discursos, leitores, que a China, em escala mundial, detém controle autoritário sobre as nações signatárias. Ainda ativa e em pleno funcionamento, a APEC prevê, à médio ou longo prazo, a expansão das suas políticas socialistas do Oriente ao Ocidente.
Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »