11/09/2020 às 14h02min - Atualizada em 11/09/2020 às 14h02min

Ataque às Torres Gêmeas completa 19 anos

As homenagens, neste ano, serão diferentes

Kaio Lopes
Da Redação
Avião em direção ao WTC (REPRODUÇÃO)
Enquanto os norte-americanos, no início da manhã daquele fatídico dia, viviam suas vidas normalmente, especialmente no coração de Manhattan, o maior ataque terrorista da história estava na iminência de acontecer. Foi assim que, às 08:46, o vôo 11 da American Airlines atingiu propositadamente a Torre Norte do World Trade Center, à época e mesmo hoje - reconstruído, um dos maiores complexos prediais de caracterísitcas comerciais do mundo. 

A princípio, apesar do caos repentino, imaginou-se ser apenas um acidente aéreo. Eis que, menos de 20 minutos depois, às 09:03, o vôo 175 da United Airlines desviou-se contra a Torre Sul do edifício. Quase que simultaneamente, o Pentágono, sede do poder militar americano, também foi atingido, além de uma queda na Pensilvânia de um outro avião - cujo destino era a Casa Branca. A partir daí, não haviam dúvidas: as principais manchetes da imprensa universal davam conta desses acidentes serem, na realidade, o maior ataque terrorista contra a potência mor do mundo: os EUA. 

Foram contabilizadas 3 mil vítimas em razão dos ataques, porém, as estimativas são invariáveis, pois, durante os resgates, muitos corpos não foram encontrados e outras dezenas de milhares de pessoas sofrem, até hoje, com consequências respiratórias causadas pelas fumaças aos arredores do centro nova-yorquino. 

Após a temperatura literalmente aumentar, o árabe Osama Bin Laden, fundador e líder do grupo terrorista Al-Qaeda, atráves da TV oficial Al Jazeera, assumiu a autoria dos acontecimentos. Após isso, as conseguintes vão desde guerras entre sauditas e norte-americanos até catástrofes no ponto de vista cultural e relacional entre cidadãos árabes na tentativa de estabelecer rotinas normais dentro do território considerado ''inimigo''. 

Tradicionalmente, é realizada, nesta data, a leitura fúnebre dos nomes vitimados pelos ataques e despejadas flores na região afetada, hoje palco do Memorial do 11/09; neste ano, porém, por causa da pandemia do coronavírus - cujo epicentro estadunidense é justamente na cidade de NY -  as leituras serão transmitidas online com a intenção de evitar aglomerações. 

A simbologia trazida por 11/09/2001, quase duas décadas após, justifica diversas questões consideradas conspiratórias bem como emociona àqueles envolvidos direta e indiretamente pela data. É fato, contudo, que, desde então, os Estados Unidos da América e todo o mundo jamais foram os mesmos.
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