09/09/2020 às 10h52min - Atualizada em 09/09/2020 às 10h52min

Escritórios dos advogados de Lula são alvos de busca e apreensão

Roberto Teixeira e Cristiano Zanin foram delatados por Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomércio

Vinicius Mariano
A Polícia Federal, por meio da Operação Lava Jato, cumpriu mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (09) contra escritórios de advocacia envolvidos no esquema de corrupção da Fecomércio do Rio de Janeiro (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro). Dentre os alvos, está o escritório Teixeira & Martins Advogados, que pertence aos advogados de Lula, Roberto Teixeira, e a seu genro, Cristiano Zanin Martins. Valeska Teixeira Zanin Martins também advoga para o petista e é alvo da operação.

Cristiano Zanin foi delatado por Orlando Diniz como intermédio entre ele e o atual presidente da OAB, Felipe Santa Cruz. Santa Cruz foi citado também, acusado por Diniz de pedir e receber R$ 120 mil em propina, em um contrato sem serviços prestados.
O esquema do ex-presidente da Fecomércio do Rio, Orlando Diniz, é investigado por ter desviado 151 milhões de reais do Sistema S.

Os mandados expedidos pelo juiz Marcelo Bretas envolvem também os escritórios da mulher de Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, de Tiago Cedraz e de Cesar Asfor Rocha.

O ex-presidente da Fecomércio do RJ, Orlando Diniz, dedicou um dos cerca de 50 anexos de sua colaboração premiada, delatado o atual presidente da OAB, Felipe Santa Cruz. A informação é da CNN Brasil, que obteve acesso ao documento.

No depoimento, o ex-presidente da Fecomércio diz que “ouviu falar em Felipe Santa Cruz por intermédio de Cristiano Zanin (advogado de Lula) que sugeriu ao colaborador sua contratação”.

Em um documento de cinco páginas, Orlando diz que Santa Cruz lhe pediu dinheiro “em espécie” para sua campanha à reeleição da OAB do Rio em 2014. Diniz disse que não tinha os recursos, mas acertaram um contrato de fachada entre a Fecomércio e um indicado de Santa Cruz para efetuar o contrato, Anderson Prezia, no valor de 120 mil reais. Os serviços, segundo ele, nunca foram prestados.  
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