03/09/2020 às 17h26min - Atualizada em 03/09/2020 às 16h23min

Comemoração pró-vida pode ter durado pouco

Ministério da Saúde pode rever portaria que dificulta aborto

Fernanda Salles - tribunanacional.com.br
O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, pode recuar na luta contra o aborto no Brasil. O Ministério da Saúde editou na última semana uma portaria que obriga médicos a notificarem a polícia quando receberem nas unidades de saúde mulheres que solicitem o aborto alegando terem sido vítimas de estupro. A medida, publicada no Diário Oficial da União (DOU) do dia 28 de Agosto, poderá ser revista nos próximos dias.

Segundo o jornalista Robson Bonin, Pazuello irá formular um novo documento que será apresentado pela sua equipe nos próximos dias. Ainda segundo Bonin, a bancada feminina da Câmara dos Deputados terá importante participação na nova edição do texto.

SE FOI ESTUPRO POR QUE ESCONDER DA POLÍCIA? 

Opinião - Obrigar médicos e profissionais da saúde a acionarem a polícia quando procurados para realizar um aborto está correto? Pela lógica, a medida é extremamente benéfica para a vítima, uma vez que, após sofrer um estupro a mulher pode se encontrar em estado de choque e apresentar dificuldades para relatar o crime às autoridades. Nesse caso, o profissional da saúde participaria ativamente do processo, facilitando a denúncia. Apesar das vantagens, abortistas dentro e fora da política se revoltaram com a edição da portaria, por que?

O óbvio ululante: mulheres que não sofreram abuso sexual estão usando a brecha na lei para abortarem seus bebês. Sem a necessidade de um boletim de ocorrência em mãos, basta a palavra da candidata ao aborto e o procedimento é realizado sem contestações.
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