02/09/2020 às 13h17min - Atualizada em 02/09/2020 às 13h17min

Escândalo BANESTADO. Qualquer semelhança é mera coincidência?

O caso envolve membros do Ministério Público, advogados, donos dos maiores órgãos de imprensa no Brasil, 526 pessoas físicas, sendo a grande maioria de políticos de todos os partidos.

Cristina Barroso
Google reprodução
Esquema de corrupção envolvendo empresários, políticos e doleiros para o envio de dinheiro ao Exterior, tudo isso investigado pelo juiz federal Sérgio Moro.
Não, não estamos falando da Lava Jato, estamos falando do escândalo do Banestado que veio à tona em 1990.

O doleiro Alberto Youssef é um dos persobagens principais do esquema. 
Ele e outros doleiros, também famosos, eram os responsáveis por enviar o dinheiro obtido de forma ilegal a outros países, usando  "laranjas".

O principal destino dos recursos eram contas na agência do Banco do Estado do Paraná (Banestado) em Nova York.
O caso envolve  membros do Ministério Público, advogados, donos dos maiores órgãos de imprensa no Brasil, 526 pessoas físicas, sendo a grande maioria de políticos de todos os partidos.
 
Uma CPI foi criada para investigar o escândalo e  teve como presidente o senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), como vice-presidente o deputado Rodrigo Maia (DEM, na época PFL-RJ) e como relator o deputado José Mentor (PT-SP).
Apurou-se que o valor ilegalmente retirado do Brasil foi 380 bilhões de dólares, o que constituiu até então o maior crime financeiro de nossa história.

A fonte maior desta corrupção foram às privatizações do Governo Fernando Henrique Cardoso.
O juiz Sergio Moro, era responsável pela área jurídica e atendendo requerimento do Promotor Carlos Fernando Santos Lima, cuja esposa, Vera Lucia era gerente da agência Foz do Iguaçú do Banestado, não anexou as provas no processo, fazendo com que os envolvidos fossem absolvidos “por falta de provas” nas instâncias superiores.
 
Entre os absolvidos estava o próprio relator, José Mentor, o Ministro Luís Roberto Barroso atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o atual presidente do Senado, David Samuel Alcolumbre (DEM-AP), e o senador Tasso Ribeiro Jereissati (PSDB-CE), relator do recém aprovado projeto de privatização do saneamento básico no País.

O delegado José Francisco Castilho Neto, da Polícia Federal, que investigou o crime, foi transferido para o interior de Mato Grosso.
Cerca de 100 pessoas foram condenadas pelo escândalo.
Políticos de projeção nacional e empresários não chegaram a ser presos.
Alguns fecharam acordos de delação, outros foram absolvidos.
Dos 14 julgados e com penas determinadas pelo juiz Sérgio Moro, a maioria foi beneficiada porque os crimes prescreveram
 
Se puxar o fio, sai um elefante do novelo.
O curioso é que por mais que se embaralhe, saem sempre as mesmas cartas.
Qualquer  semelhança, é mera coincidência?
 
 
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