02/09/2020 às 11h23min - Atualizada em 02/09/2020 às 11h23min

Por furar a quarentena, chinês é condenado a 2 anos de prisão

Tribunal do país reforçou que medidas semelhantes serão mantidas

Kaio Lopes
R7
EL PAÍS (REPRODUÇÃO)
Na província de Sichuan, ao sudoeste da China, um tribunal condenou um homem a dois anos de prisão. E o motivo? Segundo a corte, ele ''obstruiu os esforços de prevenção e controle de doenças infecciosas'', após não ter acatado a medida dura de lockdown adotada pelo país e, um dia antes do início da quarentena, em 22/01, foi trabalhar em sua cidade, Hangxu - em Wuhan. 

Segundo o tribunal, o homem foi instruído a ficar confinado em casa, conforme exigido pelas medidas de prevenção em vigor na altura, mas infringiu o regulamento e na noite seguinte visitou um salão de jogos.

No dia 26, "Guo desenvolveu febre e tosse e foi diagnosticado com covid-19", assim como outros moradores que passaram a noite com ele.

“No final, duas aldeias ficaram completamente confinadas”, segundo o tribunal, que o responsabiliza pela propagação do vírus: “Pediram-lhe para ficar em casa e não ficou. Fez com que centenas de pessoas ficassem isoladas”, diz o registro do julgamento.

Em fevereiro deste ano, o Ministério Público chinês informou que iria impor "punições mais severas" aos pacientes com covid-19 e portadores do patógeno "que intencionalmente espalharam o vírus, se recusaram a colocar em quarentena, fugir ou usar o transporte. público".

“Pacientes suspeitos serão punidos se espalharem o vírus”, disse o órgão, que também considera crime “a violência contra trabalhadores comunitários urbanos e rurais organizados pelo governo para atuar na prevenção e controle da epidemia”.

 
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