31/08/2020 às 11h00min - Atualizada em 31/08/2020 às 11h00min

"Planejamento familiar" na China, mata bebês nascidos de 9 meses e joga no lixo

“Não é um genocídio do tipo imediato, chocante e massacrante, mas é um genocídio lento, doloroso e assustador”.

Cristina Barroso
Google reprodução
Assassinato de bebês e abortos tardios estão sendo realizados nos hospitais da região Autônoma Uigur de Xinjiang, na China, no cumprimento das regras de “planejamento familiar” do país comunista.
A médica obstetra Hasiyet Abdulla, atualmente morando na Turquia, trabalhou em vários hospitais em Xinjiang por 15 anos, inclusive no Hospital Xuar de Medicina Tradicional Uigur.

“As maternidades dos hospitais criaram políticas que limitam os uigures e outros grupos minoritários a três crianças nas áreas rurais e duas nas áreas urbanas”, declarou a médica á Rádio Free Asia (RFA).
“Espera-se que as mulheres uigures esperem vários anos entre os partos. Se elas não cumprirem a política, os médicos matarão os bebês depois que nascerem”, disse Abdulla.
“Eles não dariam os bebês aos pais – eles matam os bebês quando nascem. É uma ordem que foi impressa e distribuída em documentos oficiais. Os hospitais são multados se não obedecerem, então é claro que eles fazem isso”, acrescentou Abdulla.

Os funcionários desses hospitais mantêm uma lista detalhada de todas as gestações, cada hospital da região tem um escritório de “planejamento familiar” onde esses dados são armazenados.

“Houve bebês nascidos de 9 meses que matamos após induzir o parto”, disse Abdulla.
“Eles faziam isso nas maternidades porque essas eram as ordens”.
Segundo a RFA, bebês nascidos vivos foram tirados de seus pais para serem mortos e descartados como lixo.

Abdulla denunciou que essas instruções eram “uma ordem dada de cima”.
Os hospitais enfrentam multa e punição por violar as ordens.

A Dra Joane Smith Finley, da Universidade de Newcastle, no reino Unido declarou:
“Não é um genocídio do tipo imediato, chocante e massacrante, mas é um genocídio lento, doloroso e assustador”.

Na China além das mulheres serem obrigadas a fazer o aborto ainda pagam 200 yuans (US $ 29) pelo procedimento, declarou Bumeryem a RFA.
Bumeryem é uma mulher chinesa que hoje vive na Turquia e que foi obrigada a abortar seu quarto filho, com uma injeção no umbigo.
Ela pensou em dar à luz a criança sozinha e entrega-la a seu irmão para cria-la, prática comum entre os Uigures.

Ela conta que foi levada ao hospital e o aborto foi realizado quando estava grávida de 5 meses.
“Era um menino”. “Se não tivesse sido abortado, meu bebê hoje teria 15 anos”.
Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »