28/08/2020 às 09h11min - Atualizada em 28/08/2020 às 09h11min

Witzel é afastado e pastor Everaldo pode ser preso

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que o governo do RJ estabeleceu um esquema de propina para a contratação emergencial e para liberação de pagamentos a organizações sociais (OSs) que prestam serviços ao governo, especialmente nas áreas de saúde e educação.

Cristina Barroso
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O STJ (Superior Tribunal de Justiça) por ordem do ministro Benedito Gonçalves determinou  o afastamento imediato do governador do Rio Wilson Witzel (PSC) por 6 meses, e determinou ainda a prisão do pastor Everaldo presidente do PSC e do ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Lucas Tristão, todos citados na investigação da Operação Placebo.

Também são alvos de busca e apreensão pela Polícia Federal  a primeira-dama Helena Witzel, André Ceciliano, presidente da Assembléia Legislativa do Rio e o Palácio Laranjeiras, o Palácio Guanabara e a residência do vice-governador.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que o governo do RJ estabeleceu um esquema de propina para a contratação emergencial e para liberação de pagamentos a organizações sociais (OSs) que prestam serviços ao governo, especialmente nas áreas de saúde e educação.
A PGR sustenta também, que Witzel usou o escritório de advocacia da mulher, Helena, para receber dinheiro desviado por intermédio de quatro contratos simulados no valor aproximado de R$ 500 mil – cerca de R$ 15 mil mensais de cada uma das quatro.
 
A Operação batizada de “Tris in Idem” cumpre ao todo 17 mandatos de prisão – seis preventivas e 11 temporárias   e 72 de busca e apreensão.
As ordens são cumpridas no Distrito Federal e em seis Estados: Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Alagoas, Sergipe e Minas Gerais.Também está sendo alvo de busca e apreensão um endereço no Uruguai, local onde estaia um dos investigados, cuja preventiva foi decretada.
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 A Operação Placebo foi inicialmente aberta em maio, quando a Polícia Federal cumpriu 12 mandados de busca e apreensão, parte deles em endereços do governo fluminense, para investigar suposto esquema de corrupção envolvendo a instalação de hospitais de campanha para combate ao novo coronavírus no Estado.
 
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