25/08/2020 às 10h51min - Atualizada em 25/08/2020 às 10h51min

Secretário de Saúde do Distrito Federal é preso na operação Falso Negativo

Vinicius Mariano
O secretário de saúde do Distrito Federal, Francisco Araújo, foi preso preventivamente na manhã desta terça-feira (25), na operação Falso Negativo, que investiga fraudes na compra de testes para detecção da Covid-19. Ele foi detido no apartamento onde mora, no Noroeste de Brasília. Ao todo, foram expedidos 44 mandados de busca e apreensão e sete de prisão preventiva. Dentre os detidos estão:
  •     Francisco Araújo - secretário de Saúde do DF
  •     Ricardo Tavares Mendes - ex-secretário adjunto de Assistência à Saúde do DF
  •     Eduardo Hage Carmo - subsecretário de Vigilância à Saúde do DF
  •     Eduardo Seara Machado Pojo do Rego - secretário adjunto de Gestão em Saúde do DF
  •     Jorge Antônio Chamon Júnior - diretor do Laboratório Central do DF
  •     Ramon Santana Lopes Azevedo - assessor especial da Secretaria de Saúde do DF
Há também um mandado de prisão contra o subsecretário de Administração Geral da Secretaria de Saúde, Iohan Andrade Struck. Ele não foi encontrado pelos investigadores e é considerado foragido.
 
A decisão que autorizou a operação está em sigilo e é do desembargador Humberto Adjuto Ulhôa, do Tribunal de Justiça do DF. As ordem judiciais estão sendo cumpridas em outros oito estados, onde estão as empresas fornecedoras dos testes. São eles:
  •     Goiás
  •     São Paulo
  •     Rio de Janeiro
  •     Bahia
  •     Santa Catarina
  •     Mato Grosso
  •     Espírito Santo
  •     Rio Grande do Sul

A operação ocorre em meio a uma polêmica relacionada à divulgação de dados de mortes sobre a Covid-19 na capital. Na semana passada, a SES-DF passou a informar nos boletins diários apenas as mortes ocorridas nas últimas 24 horas, e não as que aconteceram em outros dias mas tiveram a causa confirmada na data. Em coletiva de imprensa para divulgar a mudança, o secretário de saúde Francisco Araújo disse que os dados de óbitos acumulados causavam "desassossego na população". A medida, no entanto, foi criticada por especialistas, pois, ao mudar o método de divulgação, o DF perde o parâmetro de comparação com outros estados e com o mundo.
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