18/08/2020 às 17h06min - Atualizada em 18/08/2020 às 17h06min

PCC copia máfia italiana para dominar a administração de cidade em SP

Os bandidos da facção não só dominam o setor de saúde como também comandam a coleta de lixo de uma cidade da Grande São Paulo.

R7
Google reprodução
A Polícia Civil de São Paulo identificou atividades de um ramo do PCC (Primeiro Comando da Capital) cujo nível de organização e penetração no poder púbico é semelhante ao das máfias italianas.

Os bandidos da facção não só dominam o setor de saúde como também comandam a coleta de lixo de uma cidade da Grande São Paulo. Fraudavam licitações, empregavam seus protegidos no governo, ameaçavam concorrentes e até desviavam medicamentos comprados pelo município para misturar as drogas vendidas pelo grupo.

A Operação Soldi Sporchi (dinheiro sujo, em italiano), deflagrada pelo 4º Distrito Policial de Guarulhos, desbaratou a orgaização criinosa que agia em Arujá, cidade com uma poplação de 90 mil habitantes.
Segundo o delegado Fernando José Santiago, o vice-prefeito da cidade, Marcio José de Oliveira (PRB),  participava do esquema. O vice-prefeito chegou a ser preso em 30 de julho junto com mais sete acusados por envolvimento o esquema que surgiu como forma de lavar dinheiro do tráfego de drogas e agregou à organização criminosa os crimes cometidos pelo domínio da administração da cidade.
Esse esquema nos faz lembrar como atua a organização mafiosa ‘Ndrangheta’  de origem calabresa.

"Nunca havia visto nada parecido", afirmou o promotor Lincoln Gakyia, que há mais de 15 anos investiga as atividades da cúpula do PCC. O grupo teria recebido R$ 77 milhões em contratos da prefeitura. O acusado de liderar o grupo era Anderson Lacerda Pereira, o Gordo, um dos maiores do PCC.

Gordo está foragido. Ele manteria ligações com André Oliveira Macedo, o André do Rap, um dos maiores traficantes do PCC. Preso em 2019, André mantinha ligações com a ‘Ndrangheta' para enviar droga à Europa e com membros do cartel de Sinaloa, o mais importante do narcotráfico do México.

De acordo com a polícia, Gordo é dono de um patrimônio que envolve sítios, casas, carros de luxo e embarcações. Além de políticos de Arujá, ele teria sido flagrado mantendo contatos com deputados de São Paulo. "Ele tinha o traficante colombiano Pablo Escobar como modelo. Tinha até um jacaré em uma de suas propriedades, um sítio", afirmou o delegado.
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