10/08/2020 às 18h59min - Atualizada em 10/08/2020 às 18h59min

Grandes protestos em toda a Bielorrússia após "suposta" fraude nas eleições

Observadores internacionais consideram que desde 1995 o país não tem eleições justas e livres.

Cristina Barroso
Renascença e Qanons Brasil
Renascença
Dezenas de pessoas foram detidas, nesta segunda-feira, na Bielorrússia em nova jornada de manifestações devido à reeleição polémica do Presidente daquele país, Alexander Lukashenko, que a oposição acusa ser uma fraude.
 
Grandes protestos eclodem na Bielorrússia após nova reeleição do ditador.
Prestes a proclamar vitória pela sexta vez, Lukashenko emprega aparato estatal para reprimir manifestantes que desafiam seu poder.
O presidente Alexander Lukashenko está no poder desde 1994.

 
Polícia e manifestantes entraram em choque em Minsk, a capital, e em outras cidades da Bielorrússia logo após a divulgação dos primeiros resultados das eleições.
A polícia utilizou balas de borracha, granadas de atordoamento e gás lacrimogéneo para dispersar a multidão, e os órgãos de comunicação locais registaram a presença de atiradores furtivos nos telhados de alguns edifícios.
 
 Observadores internacionais consideram que desde 1995 o país não tem eleições justas e livres.

Vários jornalistas também foram presos, quer locais, quer estrangeiros, como foi o caso de um repórter do canal russo RT.

O Ministério do Interior assinalou cerca de 3 mil detenções na madrugada de domingo para segunda-feira durante os protestos, e instaurou mais de 20 processos penais por agressões a forças de segurança.
 
As autoridades bielorrussas anunciaram hoje oficialmente a vitória, com 80,23% dos votos, de Alexander Lukashenko, há 26 anos no poder e reeleito para um sexto mandato, após uma eleição presidencial marcada por fortes suspeitas de irregularidades.

 
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