10/08/2020 às 11h53min - Atualizada em 10/08/2020 às 11h53min

Jornalista pró democracia é preso pelo governo chinês em Hong Kong

Sede da revista Next Magazine e do jornal Apple Day, que pertencem a Jimmy Lai, vítima do abuso de autoridade, foram alvo de busca e apreensão

Vinicius Mariano
O jornalista e empresário Jimmy Lai sendo levado pela polícia de Hong Kong
O empresário e jornalista Jimmy Lai foi preso na madrugada desta segunda-feira (10) em Hong Kong, com base na nova Lei de Segurança Nacional aprovada pela China para controlar o território autônomo de Hong Kong. Ele foi acusado de conluio com forças estrangeiras por utilizar seus jornais Apple Day e Next Magazine, alvos de busca e apreensão, para fazer críticas à ditadura chinesa, que tem intervido violentamente sobre Hong Kong, território semiautônomo que não segue a ditadura do PCC. Além do empresário, 2 de seus filhos também foram presos.

Jimmy Lai é dono de duas publicações pró-democracia e que fazem críticas constantes ao regime da China: o jornal Apple Daily e a revista Next Magazine. A polícia entrou na sede do Apple Daily para executar mandados de busca e apreensão. Mais de 200 agentes estiveram na redação do jornal. Jornalistas que estavam no edifício fizeram uma transmissão ao vivo da ação policial.

A China aprovou em junho de 2020 uma nova lei de segurança nacional que permite as autoridades chinesas  combater o que chamam de "atividade subversiva e secessionista” em Hong Kong, que tem lutado por democracia e menos interferência da ditadura chinesa desde 2014.

Lai já enfrentou a polícia chinesa antes. Ele foi acusado no começo de 2020 de ter conexão com uma marcha de protesto feita em agosto de 2019. Em junho, o empresário foi acusado de incitar a participação em assembleia não autorizada durante vigília em memória do massacre da Praça Paz Celestial, em 1989. O evento foi proibido pela polícia.
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