09/08/2020 às 16h26min - Atualizada em 09/08/2020 às 16h26min

Autoridades envolvidas no Banestado podem estar sofrendo chantagem

Somente no judiciário, estima-se que o número de autoridades envolvidas pode ultrapassar a uma centena.

AEPETV e Blog Duplo Expresso
Pensavam que estávamos no fundo do poço? Ele é muito mais fundo, estamos longe de alcançá-lo.

Em meados dos anos 90 do século XX, o caso Banestado foi um grande escândalo de evasão de divisas e sonegação fiscal no Brasil.
As contas chamadas CC5, criadas  durante o regime militar, tiveram seus mecanismos de controle convenientemente afrouxados por Gustavo Franco, então diretor da Área Internacional do Banco Central. A partir da liberalidade implantada por Franco, as CC5 passaram a ser usadas até para remeter  ao exterior dinheiro de corrupção.

Foi realizada uma CPMI, Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, mas o relatório final sequer foi votado.
O advogado Internacionalista e editor-chefe do Blog Duplo Expresso, Romulus Maya, tem denunciado a interrupção das investigações  que vinham sendo feitas na agência do Banestado  em Nova York, o que impediu a materialização de provas, garantindo assim a impunidade.
Segundo Romulus , tais investigações produziram uma lista VIP  com nomes de importantes autoridades envolvidas, nos Três Poderes, que permanece oculta.

Nesta entrevista a AEPETV, o editor do Duplo Expresso afirma que a lista pode estar servindo como objeto de chantagem, forçando decisões lesivas ao interesse nacional.
Somente no judiciário, estima-se que o número de autoridades envolvidas pode ultrapassar a uma centena.

Segundo a matéria da AEPETV, “O Escândalo do Banestado” (Banco do Estado do Paraná) suge em 1996 com a acusação do doleiro Dario Messer ter desviado 228,3 mil dólres de uma conta da agência do banco em Nova York.

Entenda melhor, assista ao vídeo:



‘Abriu-se o caso envolvendo membros do Ministério Público, advogados, donos dos maiores órgãos de Imprensa no Brasil, 526 pessoas físicas, a grande maioria políticos de todos os partidos.

A CPI criada para investigar o escândalo  teve como presidente o senador ANTERO PAES BARROS (PSDB-MT), como vice presidente o deputado RODRIGO MAIA (DEM, na época PFL-RJ)  e como relator o deputado José Mentor (PT-SP) [ também absolvido].

O valor ilegalmente retirado do Brasil soma a quantia de 281 BILHÕES dedólares, em valores atualizados, o que constitui até então o maior crime financeiro de nossa história.

Vejam só que coincidência...

Na área jurídica, o responsável foi o juiz SERGIO MORO, que atendendo requerimento do promotor Carlso Fernando Santos Lima, cuja esposa , Vera Lucia era gerente da agência do Banestado em Foz do Iguaçu, não anexou as provas no processo, fazendo com que os envolvidos fossem absolvidos  “por falta de provas ”
nas instâncias superiores.

Entre os absolvidos estava o próprio relator, JOSÉ MENTOR, o Ministro LUIZ ROBERTO BARROSO, atual presidente do Superior Tribunal Eleitoral (TSE), o atual Presidente do senado , DAVID ALCOLUMBRE (DEM-AP), e o senador TASSO RIBEIRO JEREISSATI (PSDB-CE)...”

O delegado José Francisco Castilho Neto, da Polícia Federal, que investigou o crime, foi transferido para o interior de Mato Grosso.
A divulgação desse escândalo é importante para entendermos o esquema de lavagem de dinheiro por políticos, empresários em paraísos fiscais, tudo está intrinsecamente ligado ao desmonte  do Estado Brasileiro,muito intenso nos últimos quatro anos.

Ligaram os pontos?
Entenderam porque a Câmara dos Deputados , Senado Federal, Sergio Moro e STF não deixam o presidente governar?

Não podemos desistir e nem deixar de apoiar o atual governo.
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