07/08/2020 às 12h19min - Atualizada em 07/08/2020 às 12h19min

Sem dinheiro e confiança, Globo perde a Libertadores

Emissora tentou acordo, mas a CONMEBOL não aceitou a proposta

Kaio Lopes
NaTelinha
TERRA (REPRODUÇÃO)
Há algumas semanas, havíamos adiantado, via coluna oficial, o quanto a Rede Globo tem sofrido financeiramente. Não é à toa: a queda na arrecadação da emissora, seja pelo corte profundo nos valores das verbas publicitárias oriundas do Governo Federal ou, mesmo, pela crise sem precedentes gerada pela pandemia, está colocando o canal em estado grave. A gravidade da sua situação ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira, (07), quando a emissora comunicou, via nota oficial, sua rescisão contratual junto à CONMEBOL e a consequente perda sobre os direitos de transmissão da Taça Libertadores da América, competição futebolística de maior relevância à nível sul-americano. 

As negociações ocorriam sob grande pressão da entidade em cima dos Marinhos. A licitação anterior, avaliada em US$ 65 milhões anuais, previa que o canal carioca teria o direito de transmitir integralmente as partidas da competição em TV aberta e também na TV fechada - através da SporTV do grupo Globosat. Diante do cenário preocupante e da ausência de mamata pública, a Globo bateu os pés para os valores atuais, mas não obteve o mimo da Confederação oficial, culminando no fim do contrato entre as partes. Confira o comunicado oficial:

“Diante do cenário extremamente desafiador provocado pela crise econômica e potencializado pela pandemia de COVID-19, a Globo vem fazendo uma revisão completa de seu portfólio de direitos. Nesse contexto, e tendo em vista a suspensão daquela competição por vários meses, a empresa tentou renegociar com a Conmebol o contrato da Libertadores, válido até 2022, mas infelizmente não houve acordo. Assim, não restou alternativa à Globo a não ser rescindir o contrato.

Grandes players mundiais têm sido obrigados a renegociar seus acordos sobre eventos esportivos em razão da crise econômica provocada pela COVID-19, que, no Brasil, ainda é acentuada pela desvalorização cambial, que multiplica o valor dos contratos em dólar. Como principal competição de clubes das Américas, a Libertadores continua sendo importante para a Globo. No entanto, para que sua transmissão seja viável e satisfatória para todas as partes envolvidas, ela precisa se adequar à nova realidade mundial dos direitos esportivos e à situação econômica vivida pelo país.

Por fim, é importante esclarecer que havia no contrato cláusula específica de rescisão em caso de suspensão da competição por períodos prolongados, por motivo de força maior.”

 

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