07/08/2020 às 11h40min - Atualizada em 07/08/2020 às 11h40min

Apesar da pandemia, EUA contrata quase 2 milhões em Julho

Taxa de desemprego teve um decréscimo de 0,9 décimos

Kaio Lopes
FOX NEWS
INFOMONEY (REPRODUÇÃO)
Os EUA tiveram, no mês de julho, um acréscimo considerável no número de empregos: foram cerca de 1 milhão e 800 mil novos trabalhadores registrados, mesmo durante a crise gerada pelo cenário pandêmico, causada, principalmente, pela paralisação das atividades econômicas nos grandes estados, incluindo Texas, Califórnia e NY. Os índices, porém, de acordo com o Relatório do Departamento de Trabalho, são inferiores aos alcançados no mês anterior, quando houve a criação de 3 milhões de empregos a mais. 

As consultas, a pedido da comunidade especializada no mercado, Refinitiv, e realizadas pelo banco de Rhode Island, Citizens, mostram uma queda no número de desemprego acima das expectativas: esperava-se algo em torno de 10,5%, mas a taxa foi de 10,2%. 

Tony Bedikian, diretor administrativo do banco, explica o cenário: ''Vimos um aumento muito preocupante nos casos de COVID-19 em muitos estados que foram reabertos para os negócios, mas continuamos cautelosamente otimistas de que a economia geral dos EUA  virou uma esquina e que os sólidos ganhos de emprego, anunciados hoje, serão sustentados''.

As variáveis nas expectativas anteriores íam desde o temor da maior crise após a Grande Depressão até uma recuperação mais acelarada no crescimento das vagas. Ainda assim, três meses datados do início da pandemia, a consequência foi maior que a recompensa: foram 22 milhões de empregos perdidos e apenas 42% destes reintegrados. 

A solicitação dos benefícios vinculados ao desemprego, por sua vez, teve uma queda para o menor número desde Março: cerca de 1 milhão e 118 mil pedidos, dando a entender que há uma lenta reação do país no aspecto econômico. 

 
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