28/07/2020 às 23h25min - Atualizada em 28/07/2020 às 23h25min

Herdeiro do Grupo RBS acusado de estupro

O caso tem repercutido na internet pelo fato de os suspeitos da violência serem dois menores de idade, um deles filho de um delegado e outro da família Sirotsky.

Cristina Barroso
QAnonsBrasil
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Polícia Civil de Florianópolis (SC) abriu inquérito para investigar a denúncia de estupro feita por uma garota de 13 anos e sua família. Ela disse que foi violentada na noite de 14 de maio.
O caso tem repercutido na internet pelo fato de os suspeitos da violência serem dois menores de idade, um deles filho de um delegado e outro da família Sirotsky.
Um dos rapazes teria 14 anos e outro, 17. Ambos estavam bêbados quando teriam praticado o abuso. A garota também tinha tomado vodca.
Um terceiro adolescente, ex-namorado da menina, também teria se envolvido na violência.
Um controle remoto de aparelho de tv teria sido introduzido na vagina da adolescente.

A família Sirotsky é proprietária do grupo de comunicação RBS, que é composto, entre outras empresas, por uma emissora de tv filiada à Rede Globo e repetidoras do sinal e pelos jornais Zero Hora e Diário Catarinense.
Alguns blogs -- como o Tijoladas do Mosquito, o primeiro a dar a informação -- revelam os nomes dos supostos agressores e fotos do garoto Sirotsky, o que é proibido pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
 
Em comunicado no Diário Catarinense, os Sirotsky manifestaram solidariedade às famílias dos adolescentes envolvidos no "lamentável episódio". E criticaram "a forma irresponsável, maldosa e fantasiosa pela qual o episódio vem sendo propagado, principalmente por alguns sites e blogs."
 
Jayme Sirotsky, o patriarca da família, enviou comunicado às repetidoras da rede Globo no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina lamentando o envolvimento de um de seus netos no caso e reclamou ter o episódio extrapolado na internet os “limites familiares”.
 
Blogs afirmam que a garota tentou se suicidar por três vezes por causa da agressão sexual e acusam a família Sirotsky de tentar abafar o caso. O Diário Catarinense demorou mais de 30 dias para publicar reportagens sobre o abuso, após o caso ter explodido na internet. Também com atraso, a RBS TV deu um registro.
 
A emissora concorrente filiada à Rede Record em Santa Catarina teve acesso ao depoimento da garota à polícia e dedicou mais tempo ao assunto. O Domingo Espetacular do dia 4, da TV Record, deu destaque nacional à agressão.

O tradicional Colégio Catarinense informou em seu site que os garotos não estudam lá, desmentindo a veracidade de uma carta de repúdio de "mães dos alunos" da escola. Trata-se de uma carta anônima, disse. Os três jovens suspeitos estudam em escolas diferentes.

Quem está cuidando do caso é Juliana Gomes, da Delegacia Geral da Polícia Civil. De acordo com ela, a família da garota registrou B.O. (Boletim de Ocorrência) em 22 de maio.
A polícia apreendeu os computadores dos suspeitos na expectativa de obter provas porque um dos garotos, o Sirotsky, teria se vangloriado do estupro na rede social Formspring.

A garota foi submetida a exames médicos para avaliar a violência e obter prova a ser anexada ao processo judicial. Não se sabe se os laudos médicos ficaram prontos.
Nilvaldo Rodrigues, diretor da Polícia Civil na Grande Florianópolis, disse que o inquérito foi concluído e enviado à justiça na sexta-feira (2). Ele afirmou não saber se houve estupro ou sexo consentido, apesar da contundência das declarações da menina. "Eu não estava lá [no apartamento onde mora o jovem Sirotsky]", disse.
 
Ferreira disse que o abuso ocorreu na casa do garoto. Pela versão de Francisco Campos Ferreira, advogado da família da garota, o abuso ocorreu em um apartamento na avenida Beira-Mar Norte, área nobre de Florianópolis.
A garota teria sido levada para lá pelo ex-namorado. A violência teria ocorrido durante a brincadeira “verdade ou consequência”.
Em seu depoimento de seis páginas à polícia, a adolescente disse ter ficado inconsciente por causa da bebida ou de sonorífico que ela tomou sem saber. Falou que, quando se deu por si, tinha um rapaz em cima dela.  A mãe e o padrasto do garoto teriam chamado os pais dela para pegá-la. A jovem ficou no apartamento das 19h às 21h.

A delegada Juliana informou que não pode revelar detalhes do depoimento porque o inquérito está sob segredo de justiça.
 
Com informação do Portal Terra, Diário Catarinense, Diário do Pará (via Uol) e Colégio Catarinense.
(QAnonsBrasil)
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