15/12/2021 às 10h44min - Atualizada em 15/12/2021 às 10h44min

"CÁPSULA DA MORTE" é real e aprovada na Suíça

Criador deste sarcófago diz que é uma forma "elegante" de morrer, o que provocou contestação por se considerar que é um estímulo ao suicídio.

Cristina Barroso
Agora RN
(Reprodução)
Uma máquina que ficou conhecida como “cápsula da morte” e “cápsula do suicídio” recebeu autorização para operar em cidades da Suíça. O equipamento é feito a partir de impressão em 3D e é destinado ao suicídio assistido.
Sarco, a máquina que ajuda a morrer sem dor, vai começar a ser testada na Suíça em 2022

Criador deste sarcófago diz que é uma forma "elegante" de morrer, o que provocou contestação por se considerar que é um estímulo ao suicídio. Com o Sarco é possível morrer sem dor em 10 minutos.
Segundo informações divulgadas pela imprensa local, a cápsula funciona da seguinte forma: um gás induz o paciente ao coma e depois à morte.

“Queremos remover qualquer género de revisão psiquiátrica do processo e permitir que o próprio indivíduo controle o método”, afirma Nitscheke, a propósito do lançamento do dispositivo que é impresso em 3D e recorre a tecnologias de inteligência artificial. A Suíça é um dos poucos países europeus onde a eutanásia é legal.

Os procedimentos normalmente são realizados em casos extremos, como doenças degenerativas ou por quem esteja em estágio terminal.

Polêmica

O tema tem sido discutido nos mais diferentes países. Pelo mundo, além da Suíça, outros países já autorizam as práticas, como Suécia, Holanda, parte dos EUA, Luxemburgo, Canadá, Colômbia, Bélgica etc.

Grande parte de quem opta pela eutanásia ou pelo suicídio assistido possui uma doença terminal. Entretanto, há pessoas em outras condições que conseguem autorização para morrer. Há alguns anos na Holanda, por exemplo, um homem chamado Mark Langedijk, de 41 anos, decidiu colocar fim à própria vida por causa do alcoolismo.

Reflexão

O assunto é delicado e muitas pessoas optam por não falar sobre ele, mas a medida que a prática aumenta se faz necessário debater e refletir. Não podemos julgar quem escolhe esses métodos, mas acredito que sempre é possível tentar outra saída, mesmo quando diversas possibilidades já falharam.

Infelizmente, todos nós estamos sujeitos a vivenciar problemas familiares, doenças, transtornos emocionais, dramas pessoais, misérias, entre tantos outros males. Muitos deles não se resolvem facilmente, por isso há quem desista de tentar.

Mas, será que desistir é a melhor opção? Enxergo a vida como algo sagrado e jogar a toalha não deveria ser uma opção. Não podemos abrir mão de lutar e de ter fé para prosseguir.

 
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