27/07/2020 às 19h14min - Atualizada em 27/07/2020 às 19h14min

Sul é a região mais religiosa do país

Norte, na contramão, é a menos

Kaio Lopes
Da Redação
ISTO É (REPRODUÇÃO)
O Brasil ainda é um país com maioria de fiéis. Pelo menos, é o que mostra o último recorte demográfico sobre a predominância da religião no país. Os dados são do IBGE. Impulsionado pelo estado de Santa Catarina, o mais religioso do país, com cerca de 96,7% de habitantes declarando seguirem alguma doutrina, a região Sul se consolida, cada vez mais, como a mais religiosa do Brasil: a média de pessoas que se dizem afiliados à instituições de crença é de 95,6%; já o Norte, com Rondônia e Roraima sendo as unidades federativas menos aderentes à religião, é a região com os índices mais baixos: 91,1%. A pesquisa ainda mostra o Sudeste com 91,5%, Nordeste com 92,8% de adesão, e Centro-Oeste, com 91,8%. 

No âmbito nacional, o Rio de Janeiro é o estado menos religioso: são 85,4% dos moradores aqueles que dizem crer em alguma doutrina. A média nacional aponta 8% de irreligiosos (incluindo ateus, agnósticos e deistas). Os índices do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, via Censo, são de 2010, mas, até então, não houve uma nova coleta de dados que ensejasse sua atualização. 

Alguns fatores podem explicar o cenário dos catarinenses, entre eles, inclusive, está a predominante colonização européia no Estado, através da qual o catolicismo, como crença historicamente mais forte, arraigou a devoção e o tradicionalismo tão idiossincrásicos do seu povo. A instabilidade fluminense, por outro lado, pode estar diretamente ligada à queda no número de católicos no Rio e o consequente avanço de doutrinas menos estáveis como o evangelho, por exemplo, nas periferias.

Apesar dos índices serem curiosos, eles também demonstram o quão conservadora e crente é a população brasileira, além de provar sê-la resistente à drasticidades emanadas por revoluções anti-religiosas de esquerda.
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