26/07/2020 às 14h29min - Atualizada em 26/07/2020 às 14h29min

O melhor presidente que o Brasil não teve e chamou de louco.

"Meu nome é Enéas", desde 1989, um dos bordões que fazem parte do folclore eleitoral brasileiro.

Cristina Barroso

Enéas Ferreira Carneiro foi um polímata, militar, médico cardiologista, físico, matemático, professor, escritor e político brasileiro. É considerado o maior ícone do conservadorismo nacionalista no Brasil, e como político, fundou o extinto Partido de Reedificação da Ordem Nacional, o PRONA.
Nasceu na miséria em Rio Branco capital do Acre. Considerado pela grande mídia e por muitos como “louco” e chegou a ser um dos maiores ícone da política do Brasil.
"Meu nome é Enéas", desde 1989, um dos bordões que fazem parte do folclore eleitoral brasileiro.
 
O Brasil perdeu uma grande chance de mudar a política de esquerda que consome o país desde a saída dos militares do governo, 
30 anos depois da popularização do político, que ficou em terceiro lugar na eleição presidencial de 1994 , desfruta o reconhecimento devido, por tentar nos alertar sobre a política esquerdista que saqueou e quase destruiu nossa pátria.


Ele fundou a legenda em 1989 e ganhou fama na eleição presidencial do mesmo ano usando o pouco tempo de propaganda no rádio e na TV para disseminar, com ênfase, o bordão "Meu nome é Enéas" ao som da Quinta Sinfonia de Beethoven. Nacionalista e conservador, Enéas recebeu, no auge de sua trajetória política, 4,7 milhões de votos na eleição presidencial de 1994. Quatro anos depois, com uma votação bem mais baixa, terminou em quarto lugar. Em 2002, decidiu se candidatar a deputado federal por São Paulo e se elegeu com 1,5 milhão de votos, um recorde que durou até 2018. Reeleito em 2006, morreu em maio de 2007, depois de aceitar a fusão — e extinção — do Prona.

Enéas ficou conhecido no mundo todo por lançar um curso chamado o eletrocardiograma, que virou livro e é chamado de a “Bíblia de Enéas”.

Em 22 junho de 2016 o Dr. Enéas durante entrevista na TV, fez a seguinte declaração sobre o sentido da vida:

“Cada ser humano é um universo em miniatura. Cada ser humano tem aspirações que são diferentes quando a gente sai de um para outro representante dessa espécie. Eu vejo como uma tônica geral que deveria ser objeto, que deveria ser escopo do processo educacional em nosso país. Desenvolver em cada indivíduo, em cada ser humano o respeito pelo seu semelhante, na medida em que cada um de nós aprender que a matéria de que cada um de nós é feito é idêntica a matéria com que todos os outros são feitos.
Na medida que cada um de nós tiver consciência, que não há nada de intrinsecamente diferente que nos separe a nós de todos seres humanos, quando nós tivermos coincidência que a palavra semelhante quer dizer semelhante mesmo. Nós todos nos respeitaremos melhor.
O que eu dou como mensagem de vida em toda a minha vida de educador, para mais de 20 mil jovens que me deram a honra de estudar comigo, é sempre essa mensagem de respeito ao ser humano.
Não adianta brigar quando se fala muito em direitos humanos, direitos humanos e a ditadura fez isso, e metade da população passa fome e crianças viram lata de lixo para achar comida, isso é um absurdo!
Enquanto isso não for corrigido nada tem mais sentido pra mim. A mensagem que eu trago é sempre essa, olhar para o outro indivíduo, para a pessoa, a diferença entre a indivíduo que limpa o chão e o astrofísico é uma diferença de informação. O que lhe custou aprender muito pouco, coitado, ele sabe apenas limpar o chão, mas ele é tão útil quanto o astrofísico. Ele tem direito a uma vida digna.
Esse pra mim é o sentido da vida!
Quando eu não me sentir mais útil, quando eu sentir que estou pensando só em mim mesmo, eu não tenho mais direito de estar vivo.
É assim que eu penso”.

Esse é o homem que julgávamos louco?

Bolsonaro costuma dizer que Enéas foi um “homem do futuro” e destacar as posições do médico sobre o nióbio, metal que também ocupa um papel central na plataforma econômica do deputado. O Brasil abriga 98% das reservas conhecidas de nióbio, elemento químico empregado na fabricação de turbinas de avião, tomógrafos e lâmpadas potentes, entre vários outros itens de alta tecnologia.
 
Enéas lamentava que o Brasil exportasse nióbio bruto “a preço de banana”, em vez de usá-lo para desenvolver a indústria nacional. Ele dizia que o metal tinha tanto potencial que poderia até lastrear a moeda brasileira.
 
Bolsonaro compartilha do entusiasmo do acriano e defende que o Brasil tenha um “vale do nióbio” – referência ao Vale do Silício, sede de várias das maiores empresas de alta tecnologia dos EUA.
 
O apreço é tanto que, em maio de 2017, o deputado e seu filho, Eduardo Bolsonaro, propuseram uma lei para que Enéas seja incluído no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria – lista de personagens que, segundo página do Senado, “protagonizaram momentos marcantes da história do Brasil” e tiveram seus nomes aprovados em votação no Congresso e que conta atualmente com 41 nomes, entre eles Tiradentes, Zumbi dos Palmares, Dom Pedro 1º, Santos Dumont, Chico Mendes, Getúlio Vargas e Heitor Villa-Lobos.
 
“Seu valoroso nacionalismo e sua oposição ao comunismo o qualificam como herói da pátria”, justificam pai e filho no Projeto de Lei 7.699.


 
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