24/07/2020 às 12h07min - Atualizada em 24/07/2020 às 12h07min

JUIZ COM TORNOZELEIRA EM PRISÃO DOMICILIAR

A liminar obriga o magistrado ao uso de tornozeleira eletrônica e o proíbe de acessar as dependências da Justiça Federal e o sistema eletrônico do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, ficando a cargo da presidência a suspensão do login do magistrado.

Cristina Barroso
O magistrado Leonardo Safi de Melo, preso por cobrar propina de precatórios milionários, teve a prisão em regime fechado convertida em prisão domiciliar, por decisão do Superior Tribunal de Justiça da 21ª Vara Federal Cível de São Paulo atendendo solicitação da defesa do magistrado.
A liminar obriga o magistrado ao uso de tornozeleira eletrônica e o proíbe de acessar as dependências da Justiça Federal e o sistema eletrônico do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, ficando a cargo da presidência a suspensão do login do magistrado.

O juiz foi alvo da Operação Westminster , que mira organização criminosa que utilizava processos na Justiça Federal envolvendo precatórios para cobrar propinas em troca de decisões favoráveis. O magistrado é apontado como líder do esquema. A articulação das negociações teria ficado a cargo do secretário Divannir Ribeiro Barile.
Segundo as investigações, Divannir afirmou que falava em nome dos ' ingleses ', em referência ao juiz Leonardo Safi. A menção batizou a operação de Westminster, distrito na cidade de Londres.

O inquérito foi aberto em março, a partir de denúncia anônima e indica que o grupo do juiz escolhia processos milionários, se aproximava de uma das partes da ação e pedia uma ' comissão ' para expedir os precatórios.
 
Declaração da Defesa
 
“Acredito que a liminar concedida restaura, de forma correta, a liberdade do meu cliente, pois, com as buscas e apreensões realizadas, bloqueio de bens e afastamento das funções, a prisão preventiva mostrava-se absolutamente desnecessária. Além disso, no decreto de prisão, não ficou demonstrado que as medidas cautelares diversas, tais como o monitoramento eletrônico e proibição de contatos com pessoas, poderiam comprometer a marcha do processo. Dessa maneira, a soltura evita que a prisão nesse momento se transforme em uma aplicação antecipada da pena".
 
 

 
 
 
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