22/07/2020 às 14h48min - Atualizada em 22/07/2020 às 14h48min

Estudo de cientista da Universidade de Yale diz que tratamento precoce com hidroxicloroquina é eficaz contra Covid-19

A indicação da hidroxicloroquina + azitromicina tem sido amplamente deturpada nos relatórios clínicos e na mídia pública, afirma o estudo de Harvey A Risch.

Focus.jor.br


O título do estudo já manda uma mensagem direta e bem objetiva: “Tratamento ambulatorial precoce de pacientes sintomáticos devem ser intensificados imediatamente como a chave para a crise pandêmica”. Hidroxicloroquina + azitromicina + zinco é o tratamento sugerido nessa fase. O documento, publicado no prestigiado American Journal of Epidemiology, é assinado por Harvey A Risch, membro do Departamento de Epidemiologia da Escola de Saúde Pública de Yale, New Haven, Connecticut, EUA.

Nada que já não tenha sido fartamente defendido e prescrito por um grupo de médicos do Ceará que trabalham no Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará.

O novo estudo veio à tona no mesmo momento em que dezenas de médicos e cientistas de diversos países assinaram um manifesto que contesta com duras críticas metodológicas outro estudo em sentido contrário. No caso, o publicado pela Lancet, que acabou baseando as decisões da OMS e de diversos governos de suspender os estudos com a hidroxicloroquina.


 A pesquisa liderada pelo Dr. Harvey A Risch sugere que “outros estudos não compreenderam” o uso efetivo da hidroxicloroquina. “Até o momento, mais de 1,6 milhão de americanos foram infectados com SARS-CoV-2 e >10 vezes esse número carrega anticorpos para ele. Pacientes de alto risco que apresentam doença sintomática progressiva têm apenas tratamento hospitalar com sua alta mortalidade”, argumenta o estudo, que ainda não foi revisado por pares.

“Ao revisar todas as evidências disponíveis, mostro que HCQ + AZ e HCQ + doxiciclina são geralmente seguros para uso a curto prazo no tratamento precoce da maioria dos pacientes ambulatoriais de alto risco sintomáticos, onde não são contra-indicados, e que são eficazes na prevenção de hospitalização por a esmagadora maioria desses pacientes. Se esses medicamentos combinados se tornarem padrão de atendimento, é provável que eles salvem um número enorme de vidas que, de outra forma, seriam perdidas para essa doença endêmica”, afirma o pesquisador.

No resumo, Risch lembra que um tratamento ambulatorial que impede a hospitalização “é desesperadamente necessário” principalmente no momento em que os governos começam a flexibilizar as políticas de isolamento social. “Até o momento, dois medicamentos candidatos foram amplamente discutidos: remdesivir e a dupla hidroxicloroquina + azitromicina. “O remdesivir mostrou eficácia moderada em pacientes hospitalizados, mas nenhum estudo foi registrado em pacientes ambulatoriais. A hidroxicloroquina + azitromicina tem sido amplamente deturpada nos relatórios clínicos e na mídia pública, e os resultados de ensaios ambulatoriais não são esperados até setembro ”, afirmou.

Em um relatório de 29 páginas , o estudo sugere que a doença ambulatorial precoce é muito diferente da doença quando em estágio mais avançado e com necessidade de hospitalização. “Os tratamentos diferem. Evidências sobre o uso isolado de hidroxicloroquina ou hidroxicloroquina + azitromicina em pacientes internados são irrelevantes no que diz respeito à eficácia do par em pacientes ambulatoriais precoces de alto risco”, diz o estudo.

Conclusão de Risch

Concluo que HCQ + AZ e HCQ + doxiciclina, preferencialmente com zinco, podem ser esse tratamento ambulatorial, pelo menos até encontrarmos ou adicionarmos algo melhor, seja remdesivir ou qualquer outra coisa. É nossa obrigação não ficar de pé, apenas “observando atentamente”, enquanto a cidade velha e enferma morre, nossa economia é destruída e não temos nada a oferecer, exceto tratamento hospitalar de alta mortalidade. Temos uma solução, imperfeita, para tentar lidar com a doença. Temos que permitir que os médicos que empregam bom julgamento clínico o usem e os pacientes informados o escolham. Há uma pequena chance de que isso não funcione. Mas a urgência exige que pelo menos comecemos a correr esse risco e avaliemos o que acontece, e se nossa situação não melhorar, podemos detê-la.

O ponto de vista do pesquisador é firmemente apoiado pelo médico Heitor Gonçalves, dermatologista, doutor em farmacologia e pesquisador do NPDM (UFC). “Em uma pandemia, caracterizada por altíssimas transmissibilidade e incidência, e por consequência, uma letalidade de alta magnitude, não podemos ficar de braços cruzados esperando uma evidência ideal, mas aplicar as melhores evidências quanto a eficácia e segurança terapêuticas. Nesse sentido, pelo menos cinco estudos, incluindo dois ‘Controlled Clinical Trials’, apontam claramente para a necessidade urgente de se implementar a prescrição da combinação Hidroxicloroquina/ Azitromicina para os casos recentes de Covid a nível ambulatorial. Tal ação objetivará a redução da evolução destes para casos severos e, consequentemente, a redução desta brutal letalidade atual”.

Gonçalves tem amplo conhecimento da hidroxicloroquina. Não apenas por prescrever o medicamento para uma doença de pele, o Lupus, mas também pelo uso pessoal dos tempos em que trabalhou no Acre, numa região em que a malária é comum. A hidroxicloroquina é um conhecido antimalárico, além de ser usado também contra reumatóides.


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