22/07/2020 às 13h59min - Atualizada em 22/07/2020 às 13h59min

José Serra e Qualicorp no topo da cadeia criminosa afirma Polícia Federal

Elon afirmou em sua delação premiada que o repasse de caixa 2 para Serra foi acertado por Seripieri, responsável no grupo Qualicorp por manter relações com políticos.

Cristina Barroso
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José Seripieri Filho, o Júnior, fundador da Qualicorp preso nessa terça-feira (21) em uma operação que investiga a campanha de Serra de 2014; prestará depoimento nesta quarta-feira (22)  às 14 horas, na sede da Polícia Federal em São Paulo.

O advogado Celso Vilardi acompanhará Júnior em seu depoimento e emitiu uma nota ontem afirmando que a prisão de seu cliente era injustificável e que não havia motivo para a medida, considerada como “extrema” para ele.
Segundo Celso Vilardi, o fundador da Qualicorp não foi acusado nas delações usadas durante a operação por ter feito doações ilícitas. Consta somente um pedido de doação do empresário.

   
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  O senador José Serra (PSDB-SP) e o fundador da empresa Qualicorp estariam “no topo da cadeia criminosa” do suposto caixa 2 durante a campanaha do tucano em 2014, afirma investigador da Polícia Federal (PF) Milton Fornazari Júnior, responsável pela operação .

Elon Gomes de Almeida, ex-diretor-presidente de bração da Qualicorp no setor de planos de saúde, fechou acordo de delação premiada com a Justiça Eleitoral de São Paulo e admitiu o pagamento de aproximadamente R$ 5 MILHÕES em caixa 2 para a campanha do tucano José Serra ao senado em 2014.É a primeira delação premiada envolvendo empresa do setor de planos de saúde.

A delação de Elon foi a base para a operação da Polícia Federal deflagrada nesta terça-feira que, com autorização da Justiça Eleitoral, onde foi preso empresário da Qualicorp Seripieri e realizou busca e apreensão em endereços ligados a Serra , menos em seu gabinete no Senado onde a PF foi impedida pelo presidente do Senado, senador David Alcolumbre  com a anuência do STF.

Elon afirmou em sua delação premiada que o repasse de caixa dois para Serra foi acertado por Seripieri, responsável no grupo Qualicorp por manter relações com políticos.
O ex-diretor disse que, após o acerto feito por Seripieri, coube a ele realizar o repasse, por meio de contratos fictícios com empresas que posteriormente abasteceriam a campanha de Serra.
Elon em seu depoimento disse que não houve acerto de contrapartida a ser dada pre Serra a Qualicorp.
Sedundo Elon, o caso seria apenas de caixa 2, sem nenhum benefício prometido pelo tucano.

Seripipieri  é que sempre manteve relações próximas com políticos. Em 2014 compareceram em seu casamento em Bragança Paulista (SP), o então governador Geraldo Alckmin, José Serra e Gilberto Kassab, a presidente Dilma Roussef e o ex-presidente-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva.

Elon Gomes de Almeida havia sido alvo da Operação Acrônimo, em dezembro de 2015, que investigou o governador de Minas Gerais Fernando Pimentel (PT).

Ele confessou durante as investigações ter pago caixa 2 a uma das campanhas de Pimentel. 
Com isso a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o reconhecimento de sua confessão e a redução de sua pena.
Depois disso, o empresário procurou a Justiça Eleitoral de São Paulo e fechou um acordo envolvendo o caixa 2 para José Serra.

A Qualicorp também havia sido citada na delação premiada do ex-ministro petista Antonio Palocci.
No seu acordo fechado com a PF, Palocci afirmou que a Qualicorp fez pagamentos a uma empresa de um dos filhos do ex-presidente-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva em troca de obter benefícios na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Após ser alvo de denúncias feitas pelo Ministério Público Federal (MPF), o senador  José Serra (PSDB-SP) divulgou uma nota se defendendo e atacando as ações da Lava Jato . Ele e sua filha, Verônica Allende, estão sendo investigados por lavagem de dinheiro transnacional.

Nota na íntegra:

Causa estranheza e indignação a ação deflagrada pela Força Tarefa da Lava Jato de São Paulo na manhã desta sexta-feira (3) em endereços ligados ao senador José Serra. Em meio à pandemia da Covid-19, em uma ação completamente desarrazoada, a operação realizou busca e apreensão com base em fatos antigos e prescritos e após denúncia já feita, o que comprova falta de urgência e de lastro probatório da Acusação.
É lamentável que medidas invasivas e agressivas como a de hoje sejam feitas sem o respeito à Lei e à decisão já tomada no caso pela Suprema Corte, em movimento ilegal que busca constranger e expor um senador da República.
O Senador José Serra reforça a licitude dos seus atos e a integridade que sempre permeou sua vida pública. Ele mantém sua confiança na Justiça brasileira, esperando que os fatos sejam esclarecidos e as arbitrariedades cometidas devidamente apuradas.
Assessoria de Comunicação
Senador José Serra (PSDB/SP)
 

 

 
 
 
 
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