22/07/2020 às 12h51min - Atualizada em 22/07/2020 às 12h51min

Partido Comunista Chinês insulta a fé e desafia a religião

Denúncias são da Bitter Winter

Kaio Lopes
Bitter Winter/R7
GUIAME (REPRODUÇÃO)
Que o PCC (Partido Comunista Chinês) faz jus à sua ideologia e mantém um caráter ditatorial, disso já estamos cansados de saber. No entanto, conforme relata uma denúncia da revista online Bitter Winter, especializada na perseguição realizada pelo governo da China contra seu povo, mesmo o direito de liturgia está sendo intensamente afetado no país. Em um vídeo divulgado pelo governo da vila de Chenjie, na cidade de Fuzhou (província de Jiangxi - ao sudeste), uma Igreja é transformada em palco nacionalista enquanto populares, devidamente vestidos em apoio ao comunismo, acenam com bandeiras e exclamam um hino que sugere, entre outras coisas, ''não posso me separar do meu país por um momento'', não em alusão ao amor pela pátria, mas pela indução de submissão aos ideais de Xi Jinping e Mao Tsé-Tung. O título da propaganda é ''Igreja convertida em sala de aula para criar lar espiritual para os moradores'' e tem como objetivo promover ''estações de prática de civilização para uma nova era''. 
 

Um dos ensinamentos da propaganda é sobre uma igreja protestante que foi transformada com sucesso em uma estação com os propósitos do PCC. 'Após um mês de trabalho, o diretor da Igreja dissolveu proativamente a congregação desse local religioso. Seus membros foram posteriormente registrados e transformados'', explica o narrador, acrescentando que ''mais e mais crentes estão sendo transformados em praticantes'' das tais estações civilazacionais. 

O Partido Comunista enxerga nas áreas rurais chinesas, como tragicamente fizera sob a doutrina Mao, uma possibilidade de promoção e solidificação do pensamento coletivista, ao passo em que, dentro desses ambientes como templos, igrejas e salões ancestrais, haja utilidade territorial para o incentivo de abandono a fé religiosa dos frequentadores.

A Bitter Winter ainda denuncia um despeito completo à livre manifestação religiosa: moradores, em um período pandêmico, estão sendo obrigados, por receberem auxílios governamentais, a substituírem objetos, quadros, cruzes e quaisquer outros materiais que aludam à religão como forma de ''abandono aos seus Deuses e adoração ao PCCh''. Os relatos advêm de Abril; na oportunidade, em Linfen (província de Shanxi, ao norte chinês), uma reunião foi organizada com as autoridades da religião, incumbidas elas de entrarem nas casas dos cristãos e trocar símbolos de Jesus por retratos de Mao ou Xi Jinping. Duas pessoas confirmaram as informações. Outras tantas, pela resistência à troca, foram canceladas dos programas assistencialistas.

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