21/07/2020 às 16h44min - Atualizada em 21/07/2020 às 16h44min

Pandemia aumenta pedofilia virtual

Apesar de não ter dados numéricos, a Delegacia de Crimes Cibernéticos, como a do Paraná, aponta um aumento de casos de crimes cibernéticos como a exploração sexual infantil na internet, durante a pandemia.

Cristina Barroso
A pandemia do novo coronavírus impôs o isolamento social não só afetou a rotina dos adultos e idosos como afetou também crianças e adolescentes que para seguirem as medidas de distanciamento social deixaram de frequentar as escolas desde março. Esse maior contato com o mundo virtual, trouxe o risco de se tornarem vítimas de pedófilos que atuam na rede.
 
Nesse período de crise, a pedofilia virtual é mais uma das fragilidades dentro das famílias nesse período de crise. Dados da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos mostram um aumento de 30% nos casos de violência doméstica desde que o estado de calamidade pública foi decretado no Brasil.
 
Apesar de não ter dados numéricos, a Delegacia de Crimes Cibernéticos, como a do Paraná, aponta um aumento de casos de crimes cibernéticos como a exploração sexual infantil na internet, durante a pandemia.

Muitas dessas vítimas convivem diretamente com o abusador, porque ele cria estratégias na internet ou acaba se aproximando da família da vítima ou de amigos próximos.

Com os pais em home-office  eles acabam relaxando sua fiscalização com programas e vídeos, supostamente voltados para o público infantil, e que na verdade escondem conteúdo pedófilo. Vejam recentemente o caso dos irmãos Neto, PC Siqueira e Rafinha Bastos. Apesar de não ter nada provado, sabe-se que investigações estão em curso. No caso PC Siqueira, se tornou público que os próprios pais colocam fotos e vídeos de seus filhos nus nas redes e que alimentam um comércio milionário de pedofilia internacional.

Para evitar essas situações, o delegado José Barreto de Macedo Junior, do Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber) da Polícia Civil do Paraná, alerta que os pais devem monitorar o que os filhos estão fazendo na internet. "O pedófilo tem formas de se aproximar e ganha a confiança da vítima aos poucos, inclusive, pode conseguir informação pelos amigos", ressalta.
"É algo perigoso dar acesso livre à internet para as crianças. Uma dica é deixar as redes sociais delas privadas", sugere delegado José Barreto.

Segundo o delegado, o compartilhamento, produção e armazenamento desse tipo de conteúdo também são crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O abusador que induzir a criança ou o adolescente a fazer algum ato sexual pela internet, em caso de condenação, pode pegar de 4 a 8 anos de prisão. Os casos mais comuns são de pedófilos que pedem esse tipo de conteúdo, foto ou vídeo, para as vítimas, por meio de perfis fakes em redes sociais.
 
Geralmente, os indivíduos também tentam marcar encontros se passando por outros adolescentes. “Existe toda essa gama de crimes que o abusador pode praticar. Se alguém perceber isso ou receber o conteúdo, denuncie essa prática”, orienta.
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