06/09/2021 às 18h49min - Atualizada em 06/09/2021 às 18h49min

Mais um Jornalista de direita censurado por aqueles que "apoiam a diversidade".

Restaurar a liberdade de expressar qualquer ponto de vista que você queira apresentar na Internet é um dos desafios mais importantes que os democratas genuínos e defensores da liberdade enfrentam.

Luiz Custodio
Redação
Apesar de sua retórica de “apoiar a diversidade”, a Big Tech se opõe nitidamente à diversidade de opinião e à liberdade de expressão. Como mostram os acontecimentos recentes, eles pretendem transformar o mundo digital em um sistema totalmente homogêneo, onde os únicos valores que podem ser expressos livremente são àqueles que os oligarcas do Vale do Silício e de Hollywood aceitam e com os quais concordam.

Restaurar a liberdade de expressar qualquer ponto de vista que você queira apresentar na Internet é um dos desafios mais importantes que os democratas genuínos e defensores da liberdade enfrentam.

 

A censura da Big Tech não é novidade. Nos últimos anos, as empresas de mídia social – antes relutantes em se tornarem censores oficiais e árbitros da verdade – têm reprimido cada vez mais o que consideram ser discurso de ódio ou desinformação.

Desde o início da pandemia, as grandes empresas de tecnologia [Big Tech] do Vale do Silício têm se comportado como se fossem deuses digitais. Esses oligarcas poderosos bilionários inexplicáveis ​​publicaram uma “bula papal” após a outra. Por exemplo o Facebook usou a pandemia para expandir seu policiamento e censura do que pode ser postado. 

Segue abaixo um relato do jornalista 
Alexandre Siqueira, censurado no Twitter:
 

Para conhecimento público. Meu desabafo às formiguinhas!!!

Hoje, 06 de setembro de 2021, e lá vou eu, junto a milhões de brasileiros, num calvário social, ético e moral que parece não ter fim, desde a eleição de Jair Bolsonaro em 2018. A profundeza do calvário não nos causa mais perplexidade além daquela que a indignação humana permite. Mas causa eco. E ecoa, ecoa, ecoa...

E dói! Dói! Dói!

Nunca fui dado a relações com muita gente, especialmente, de forma simultânea. De forma virtual, então, nunca passou por minha cabeça praticar. Meu trabalho, enquanto jornalista, nunca se pautou em ultrapassar as fronteiras da notícia, do fato. Transmitir, comentar, investigar, pesquisar, opinar (porque não?), sempre era o início, o meio e o fim da minha sintonia com as pessoas que se dispunham a me ouvir ou ler o que transmitia, comentava, pesquisava e opinava (porque não?). Busco sempre a reflexão, em mãos de duas vias. Daqui pra lá e de lá pra cá.

E dói! Como dói!

A partir deste governo, com as situações que foram se sucedendo no entorno dele, nestes quase três anos, tivemos o suficiente para enxergar em que buraco estávamos metidos. Máscaras caindo a todo momento. Uma atrás da outra. Na verdade, não estávamos acostumados! Nas elites, divisão de ganhos e poder divertia muita gente. Um quinhãozinho qualquer era uma maravilha. Aos populares, classes médias, a cerveja no botequim, o papo descompromissado e leve, as novelas, os musicais, o futebol, saciava o passar dos dias, dos meses, dos anos, e lá se vão décadas. Aos ditos plebeus (como são tratados), dentaduras, iogurtes, óculos, água e um bocadinho de arroz e feijão. Matar a fome e sede bastava. O sistema é bruto. Muito bruto!

E dói! E continua doendo!

Vou falar por mim... se existe uma coisa que me incomoda aos píncaros é a covardia. Tinha em mente que neste cenário que vivemos no país, eu mesmo poderia ser uma vítima. Simplesmente por minha opinião (porque não?). Mas quando de fato a covardia chegou pertinho de mim...

Ah, como dói!

Ser silenciado à base da covardia é uma sensação que não estava no meu contexto de vida. A sensação de impotência é de uma crueldade monstruosa.

E dói! Como dói!

Manhã do dia 2 de agosto de 2021, um dia após as manifestações do domingo. O Twitter, plataforma de rede social que escolhi para transmitir, comentar, pesquisar e opinar (porque não?), silenciou-me, de forma permanente. O meu relacionamento com muita gente, e que um dia pensava não ser possível, ficou congelado a partir daquele dia, de forma abrupta, violenta. Não imaginava ser tão interessante e rico essa relação de debates virtuais. Muitas vezes, ler e ouvir fazem muito mais sentido. Os atos de reflexão, daqui pra lá e de lá pra cá, foram absorvidos num vazio gigantesco num simples dedilhar no processamento tecnológico. E ideológico?
E dói! Puta que pariu, como dói!

O abuso de autoridade veio de forma avassaladora. E justamente daqueles que deveriam nos proteger. Resguardadas e respeitadas as devidas proporções, e sem entrar no mérito do que cada um representa, percebe-se o sofrimento de outras vítimas como Oswaldo Eustáquio, Allan dos Santos, Caio Copolla, Bárbara, Alan Lopes, Marcelo Frazão, Camila Abdo, Fernando Lisboa, Adilson Dini, Gustavo Gayer, Daniel Silveira, Roberto Jefferson, Zé Trovão, Wellington Macedo, Sérgio Reis, e tantos outros, além de muitas pessoas, gente como a gente, que mantém seus perfis em várias redes sociais. Fora os que são envolvidos com os diversos canais de comunicação atingidos pelas medidas insanas e autoritárias. A cada um coube uma “punição”. Desde um pito, ameaça, invasão de privacidade, tomada de bens, até a privação da liberdade. O cárcere!

E dói! Agora eu sei que dói muito!

Contudo, sinto-me confortável em saber que cada um de nós saberá buscar forças para a superação. Acabamos mais fortes ainda. Rejuvenescidos pela senso de justiça, pela fé!

Por outro lado, não aquietei-me. Busquei meus direitos. Acionei o Twitter na justiça. Eu acredito nela. Não há de faltar-me. Meus dias de silenciado estão contados. Creio nisso. Em primeira decisão, o juiz foi ponderado, como deve ser a justiça. Ainda que contra meus anseios, negou meu pedido de tutela antecipada para que minha conta fosse restabelecida de imediato. Compreensível sua decisão, afinal, tinha meus argumentos, mas não a da outra parte. Justiça é isso! E ao mesmo tempo, deferiu meu segundo pedido. Que seja resguardado, com segurança e integridade, todos os meus dados, sob pena pecuniária de R$3.000,00.
A audiência está marcada para o dia 25 de outubro. Até lá continuarei confiante, altivo, sereno, e principalmente, atento aos acontecimentos. Não vou abandonar o barco. 

Você deve estar se perguntando: Por que Meu desabafo às formiguinhas? As formiguinhas entenderão!

Elas não vivem em bandos, vivem em sociedade. Não se escondem, trafegam pelos caminhos que elas escolhem. Não sugam umas às outras, alimentam-se mutuamente. Não trumbicam-se, comunicam-se. Não há traição, tem hierarquia, disciplina, respeito.
Andam sobre pedras, morros, árvores, seja na chuva ou no sol, vencendo cada obstáculo que encontram à sua frente. Carregam até 100 vezes o seu próprio peso.

Nunca vi, ou sequer ouvi falar, que uma formiga tenha feito outra tropeçar.
Vivem em paz, mas se precisar, lutam, vão à guerra. E sempre unidas!



 

 
Alexandre Siqueira
Brasileiro e Jornalista

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Esta é a melhor maneira de garantir que não seremos silenciados por nos manifestarmos contra a censura e a corrupção.


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