19/07/2020 às 13h46min - Atualizada em 19/07/2020 às 13h46min

Pânico não humilhou Mário Jr

Entenda a polêmica

Kaio Lopes
DO AUTOR
(JOVEM PAN - REPRODUÇÃO)
Na manhã deste domingo, 19, o programa Pânico na Rádio, incluindo seu apresentador, Emílio Surita, foram duramente criticados e ambos entraram nos Trends Topics do Twitter. A maior parte dos comentários, impulsionados por perfis de esquerdistas, foram em alusão à suposta humilhação sofrida por Mário Jr, um dos mais conhecidos participantes do aplicativo Tik Tok, na edição transmitida em 14/07. Imediatamente, várias páginas, mesmo no Facebook, divulgaram trechos da entrevista nos quais um dos integrantes da mesa, Samy Dana, economista, faz suas considerações, destacando não gostar da rede social chinesa e sugerindo que o entrevistado estudasse. 

O fato é que não houve nenhuma espécie de comportamento próximo ao de humilhar. Em fato, durante os 14 minutos da entrevista, o convidado respondeu normalmente aos questionamentos do elenco e, inclusive, interagiu com todos. Num determinado momento, Mário foi indagado sobre fazer mais alguma coisa da vida além dos vídeos em que ele, de modo constrangedor, ''seduz'' as pessoas; o rapaz respondeu ter trabalhado num hotel inglês, antes da pandemia, mas que agora está de quarentena. Em seguida, Surita diz ''achar legal'' o jeito como ele conduz seus vídeos e lhe deseja boa sorte. 

Já no final do papo, Samy Dana, quieto até então, foi questionado a respeito do assunto. Ele reiterou não gostar do aplicativo, não ver graça e não assistir. Disse, ainda, que Mário deve continuar fazendo o que gosta, aconselhando-o, porém, a estudar, já que, sob seu ponto de vista, sucessos como o do garoto são efêmeros e podem acabar - como de praxe ocorre no universo dinâmico da internet.

É surreal que tenhamos de noticiar algo que deveria ser, no começo das contas, posto no seu devido lugar: na esfera do humor. Apesar disso, é necessário esclarecermos a realidade dos acontecimentos e a interpretação contextual do ocorrido, uma vez constadada, ad infinitum, a contradição da esquerda e a sua tentativa de inverter a ordem dos fatores e ''cancelar'' personalidades não gratas dentro dos seus círculos ideológicos.
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