16/07/2020 às 18h07min - Atualizada em 16/07/2020 às 18h07min

Polêmica do shopping ''dividido'' entre cidades está de volta

Entre Votorantim e Sorocaba e dois decretos

Kaio Lopes
Da Redação
Agenda Sorocaba
Está reacesa a polêmica mais inusitada da pandemia: o shopping Iguatemi Esplanada, localizado entre Votorantim e Sorocaba, cidades do interior paulista, deverá ser reaberto para o público parcialmente. Isto porque, das 425 lojas localizadas no estabelecimento, 390 delas estão registradas no território da primeira cidade, e o restante, apenas 35, no município vizinho. O decreto de Votorantim, atualizado hoje, após decisão do Poder Executivo local, dá providência para que os estabelecimentos não-essenciais, incluindo shopping-centers, reabram suas atividades, sem abertura das praças de alimentações e respeitando as normas de higiene e utilização de máscaras, avançando, portanto, a cidade para a fase laranja do Plano SP; porém, conforme decisão corroborada nesta quarta-feira, 15, pela prefeitura, Sorocaba deverá ser mantida na fase vermelha, gerando novamente o conflito entre as decisões.

A confusão ocorre, principalmente, em virtude da conurbação das cidades. Entre os moradores, o fato não é isolado. Há cerca de 1km do shopping, está um hipermercado da rede Tauste, do outro lado da avenida, registrado em Sorocaba, que esteve aberto aos domingos até então, antes do retrocesso da cidade para a fase 1; e um hipermercado da rede Carrefour, no lado oposto, mas com igual distância, localizado em Votorantim, até então fechado, em razão do endurecimento da quarentena na cidade. Além disso, cerca de 7 bairros estão entre as linhas divisórias, fazendo com que vizinhos estejam literalmente pagando contas de IPTU para prefeituras distintas e, inclusive, em suas próprias residências, cheguem a receber contas de água de um município e cobranças de imposto predial do outro.

Até o momento, o Shopping Iguatemi não se manifestou sobre as modificações a serem realizadas, mas, na oportunidade anterior, quando o assunto tomou proporção nacional, a direção do complexo manteve seu posicionamento favorável aos dois decretos, ignorando manifestações do Ministério Público para o fechamento total das lojas. 
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