16/07/2020 às 13h00min - Atualizada em 16/07/2020 às 13h00min

Justiça do Rio nega pedido de Wilson Witzel para suspender impeachment

Governador acusa ALERJ de ferir direitos e garantias fundamentais. Desambargador discorda

Vinicius Mariano
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) negou nesta quarta-feira (15) um mandado de segurança proposto pelo governador Wilson Witzel (PSC) para interromper o processo de impeachment na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ).

No documento, Witzel diz que a Assembleia cometeu ato "ilegal e violador de garantias fundamentais" no processo de impeachment aberto contra ele. No entanto, o desembargador Elton Leme indeferiu o mandado de segurança, alegando que o processo não violou a Constituição.

O Presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) André Ceciliano (PT) abriu o processo de impeachment contra o governador do PSC em junho, acolhendo requerimento proposto pelos deputados do PSDB Luiz Paulo e Lucinha. No documento, os tucanos denunciam Witzel por desvios na secretaria da saúde.

Em vídeo, Witzel disse que essas acusações "levianas" são feitas por pessoas que não querem "um juiz governando o Rio de Janeiro" e que sempre teve reputação ilibada. Contudo, um dos ex secretários da saúde do governador, Edmar Santos, que está preso, negociou uma delação premiada com a Procuradoria Geral da República e prometeu trazer provas contra Witzel.
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