22/05/2021 às 12h15min - Atualizada em 22/05/2021 às 12h15min

Brasileiros deportados dos EUA viajam acorrentados e algemados

“Brasil não colocaria algemas em deportados como os EUA fizeram com os brasileiros”, diz Bolsonaro.

Cristina Barroso
(REPRODUÇÃO)
Os primeiros 30 brasileiros deportados dos EUA pelo presidente Joe Biden desembarcaram na sexta-feira (21) no Aeroporto Internacional de Confins, região metropolitana de Belo Horizonte. Todos viajaram algemados, por determinação dos americanos.

“Brasil não colocaria algemas em deportados como os EUA fizeram com os brasileiros”, diz Bolsonaro.

Inicialmente, autoridades americanas e brasileiras chegaram a divulgar que 106 imigrantes presos nos EUA embarcariam de volta ao Brasil. Procurado para explicar a diferença nos números, o Itamaraty informou, em nota, que “a organização do vôo é de responsabilidade do governo americano”.

“Segundo informações das autoridades migratórias americanas, alguns deportados obtiveram judicialmente a suspensão da ordem de deportação e outros teriam sido submetidos, nas instalações de detenção onde se encontravam a testes de antígeno para detecção de Covid, em vez dos testes RT-PCR exigidos pela legislação brasileira para ingresso em território nacional. A Embaixada dos EUA em Brasília poderá dispor de informações adicionais”, dizia a nota do Itamaraty.

Uma fonte do governo americano confirmou ontem que o problema foram os exames de Covid.
A Polícia de Imigração e Alfândega (ICE), ligada ao Departamento de Segurança Interna dos EUA, não conseguiu ter os exames prontos 72 horas antes do embarque para todos os deportados, por isso despacharam apenas 30 pessoas.
Um passageiro deportado, que não quis se identificar, disse que 18 pessoas foram retiradas de dentro do avião no Estado da Louisiana, de onde o vôo partiu.

Todos eles, que estavam detidos após entrarem ilegalmente em território americano, viajaram com mãos e pés acorrentados por determinação das autoridades dos EUA.
Só não foram algemadas pessoas que estavam acompanhadas de crianças pequenas. Os demais viajaram com algemas, correntes nos pulsos e em volta da cintura e nos pés.
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