01/05/2021 às 17h57min - Atualizada em 01/05/2021 às 17h57min

Esquerda declara guerra contra a polícia francesa: "Matem todos" "Matem todos"

Se essa moda francesa de desarmar a polícia pegar, a assim chamada ideologia antirracismo, criada em meados da década de 1980 pela esquerda, provará ser a ferramenta mais eficaz para desmantelar países desde a Revolução Bolchevique de 1917.

Cristina Barroso
Gatestone Institute
(REPRODUÇÃO)
Se a polícia não puder investigar nem proteger a população porque os policiais têm medo de serem chamados de racistas, a segurança de todos os cidadãos estará em perigo. 
Uma guerra está sendo travada contra a polícia na França, mas nunca se dá o nome aos bois nesta guerra. Muito pelo contrário, muitos influenciadores da mídia, cantores do gênero Rap/Hip-Hop, atores, especialistas e outros estão se juntando a delinquentes e criminosos com o intuito de alardear que a força policial intrinsecamente racista está em plena atividade na guerra contra negros e árabes que vivem na França.
Incessantes e amplamente divulgadas demonstrações, organizadas pelo clã de Assa Traoré são o melhor exemplo dessa inversão.

Desde 2016, Assa Traoré, negra afrodescendente, lidera uma campanha contra a polícia. Ela acusou os policiais que prenderam Adama seu irmão de matá-lo. Quatro relatórios oficiais elaborados por especialistas asseveraram que a polícia não cometeu nenhum "assassinato", mas Assa Traoré continua lutando e gerando seus próprios laudos com o intuito de "provar" que seu irmão foi assassinado. Ela já conta com apoio internacional. Ela foi escolhida como a "guardiã do ano" pela Revista Time e também foi matéria de um exaustivo artigo no jornal New York Times.
Assa Traoré não está sozinha quando se trata de liderar campanhas contra a polícia francesa. Em maio de 2020, a cantora francesa Camélia Jordana, em meio a uma entrevista concedida ao Canal 2 da televisão estatal francesa, acusou a polícia de matar negros e árabes, entra dia, sai dia, gratuitamente, por puro divertimento. "Os homens e mulheres que vão à labuta todas as manhãs nos subúrbios" são "massacrados apenas e tão somente devido à cor da pele", salientou a cantora.

Na sequência, de pronto, ocorreu algo surreal: o deputado Aurélien Taché (LREM, partido República em Marcha do presidente francês Emmanuel Macron), tuitou o seguinte:

"Bravo @Camelia_Jordana, mas o preço que você vai ter que pagar será imenso... você sabia disso. Eles vão negar, depois virar o jogo e jogar o ônus da prova no seu colo e mais uma vez tentar fazer com que as vítimas pareçam ser as culpadas."

Em 25 de janeiro em Pantin, subúrbio de Paris, em 4 de fevereiro em Carcassonne no sul da França e em 13 de fevereiro em Poissy em Yvelines, grupos de "jovens" organizados, de acordo com o glossário da grande mídia para evitar qualquer sinalização étnica, atraíram forças policiais para seus bairros a fim de emboscá-los. Aos gritos de "matem todos, matem a todos", as viaturas da polícia foram atacadas com explosivos e dispositivos pirotécnicos usados como armas de guerrilha urbana. Todas as vezes que estas coisas acontecem, vídeos do ataque são postados nas redes sociais.

Entre 17 de março e 5 de maio de 2020, a polícia francesa foi alvo de 79 emboscadas, segundo estatísticas do Ministério do Interior publicadas pelo Le Figaro. Em outubro de 2020 o Le Figaro contabilizou pelo menos dez ataques a delegacias de polícia desde o início do ano e mais de 85 incidentes de "violência contra pessoas que ocupam cargos de autoridade pública" foram registrados diariamente em todo o país pela polícia nacional, de acordo com o jornal Le Monde. Em janeiro, o departamento de estatística do Ministério do Interior registrou 2.288 incidentes do tipo "matem a todos", segundo dados de relatórios da polícia.

Em 24 de junho a Anistia Internacional publicou um informe condenando o racismo da polícia durante o lockdown da Covid na Europa. Em 19 de julho de 2020, o prefeito de esquerda de Colombes, Patrick Chaimovitch, em Hauts-de-Seine traçou um paralelo entre a polícia de Vichy, o regime francês que colaborou com os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial com a polícia de hoje. 

A suspeição da mídia com respeito ao uso ilegítimo da violência por parte da polícia é tão intensa que os policiais atacados sequer se sentem facultados o suficiente para usarem suas armas. Philippe Bilger, ex-magistrado, escreve: "diante de ameaças, uso de jatos de canhão de água e agressões físicas da polícia, eles (policiais) na prática não têm o direito de usar o que a lei os autoriza a usar", a saber: suas armas.
A espinafração à polícia francesa pela mídia e pela indústria do entretenimento, atores, cantores e assim por diante, também é alimentada pelo mundo acadêmico. A polícia é acusada de fazer uso de "checagem de reconhecimento facial" e também de fazer uso racista do controle de identidade. Esta ideia foi lançada e alimentada por um estudo publicado em 2009 por Fabien Jobard e René Lévy, ambos sociólogos, que afirmaram que o controle policial é realizado "au faciès" - "não em relação à conduta das pessoas e sim em relação ao que são ou ao que parecem ser".

Alegações de apresentadores de programas, assim como "estudos" conduzidos por sociólogos ou pela Defensoria Pública, não podem ser contra-argumentados, nem mesmo corroborados por estudos sociológicos que mostram que o crime é desigualmente distribuído entre os diferentes estratos étnicos que compõem a sociedade francesa. A lei francesa proíbe a elaboração de quaisquer dados sobre criminalidade com base em raça ou grupo étnico. Isso gera uma situação estapafúrdia na qual é permitido acusar a polícia de racismo, mas é proibido por lei e passível de punição esclarecer que negros ou norte-africanos estão desproporcionalmente representados nas prisões e em índices de criminalidade se comparados com sua demografia na população francesa.
Os covardes da justiça, é claro, também estão do lado da turba chique contra a polícia. Em 2016, o Tribunal de Cassação deliberou que "a checagem de identidade baseada em características físicas associadas à origem real ou suposta, sem qualquer prévia justificativa objetiva, é discriminatória. É uma falta grave".

Em 27 de janeiro de 2021, os advogados de seis importantes ONGs entraram com uma ação coletiva contra o Estado. Eles notificaram formalmente o primeiro-ministro francês, Jean Castex, bem como o ministro do interior, Gérald Darmanin e também o ministro da justiça Éric Dupond-Moretti, pedindo o fim da "checagem de reconhecimento facial".
O Estado tem um prazo de quatro meses para responder à notificação das ONGs e apresentar propostas. Se não responder de maneira satisfatória, a ação coletiva contra o Estado, a primeira do gênero na Europa, irá ao tribunal.

As forças que hoje se articulam contra a polícia, alguns setores da mídia, celebridades, organizações "antirracistas" e ONGs, parte do judiciário francês e os tribunais europeus de direitos humanos, bem como o assim chamado Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas e outras organizações internacionais, lutam no sentido de privar os países europeus de seu poder num ponto essencial: a missão de garantir a segurança de todos os cidadãos. Jean-Eric Schoettl, ex-secretário-geral do Conselho Constitucional, escreveu:

"inerentemente, juízes, representantes e, na maioria dos casos, membros do Parlamento Europeu rejeitam a Europa como potência na medida em que contestam a soberania nacional. Essa alergia à governança está no DNA de uma União fundada contra a ideia de poder em si."

Se essa moda francesa de desarmar a polícia pegar, a assim chamada ideologia antirracismo, criada em meados da década de 1980 pela esquerda, provará ser a ferramenta mais eficaz para desmantelar países desde a Revolução Bolchevique de 1917. Se a polícia não puder investigar nem proteger a população porque os policiais têm medo de serem chamados de racistas, a segurança de todos os cidadãos estará em perigo.
 
 
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