30/04/2021 às 17h06min - Atualizada em 30/04/2021 às 17h06min

Witzel sofre impeachment e deixa governo do RJ

Tribunal já formou o placar de 7 a 0 a favor do impeachment do ex-governador

Da Redação
O ex-governador do RJ, Wilson Witzel | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O Tribunal Especial Misto formou maioria para confirmar o impeachment do governador afastado do RJ - Wilson Witzel (PSC) - por crime de responsabilidade. O Tribunal é composto por 10 integrantes, no entanto, sete deles já votaram pelo afastamento definitivo do chefe do estado do RJ, o que faz de Witzel o primeiro governador a sofrer impeachment na história do Brasil.

Witzel foi condenado por dois crimes de responsabilidade cometidos durante a pandemia de Covid-19. O primeiro foi ter decidido, por ato de ofício, reverter a desqualificação da Organização Social Instituto Unir Saúde, que foi desqualificada em 2019 por irregularidades em Unidades de Saúde no RJ. Uma vez requalificada por ato de ofício, a Unir Saúde recebeu 23 milhões do governo do estado na gestão Witzel. O segundo crime de responsabilidade está relacionado aos hospitais de campanha: o Tribunal entendeu que o contrato assinado por Witzel com a organização IABAS continha uma série de ilegalidades, mas mesmo assim foi celebrado sob o custo de R$ 256 milhões de reais.

Primeiro governador a sofrer impeachment
Wilson Witzel é o primeiro governador na história do Brasil a sofrer uma condenação em um processo de impeachment. Antes dele, o ex-governador de Alagoas, Muniz Falcão, quase teve o processo confirmado, em setembro de 1957, mas os deputados alagoanos não conseguiram votar o processo porque os deputados a favor do governador entraram em conflito armado contra os deputados da oposição em plena Assembléia, o que levou à morte do deputado governista Humberto Mendes, cunhado de Muniz, além de outras 8 pessoas baleadas.

Processos em curso
Além do impeachment do ex-governador do RJ, estão em curso pelo Brasil o processo contra o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), que foi afastado do cargo pela segunda vez, tornando-se o primeiro governador a conseguir tal feito na história. Além disso, um novo processo de impeachment foi protocolado no Amazonas, pedindo a saída do governador Wilson Lima, que foi alvo do processo em 2020, mas conseguiu se manter no cargo. 
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