12/04/2021 às 16h48min - Atualizada em 12/04/2021 às 16h48min

Informação de que lockdown funcionou em Araraquara é falsa

Cidade fechou tudo em fevereiro, mas dados não comprovam eficácia do lockdown

Da Redação
Foto: Divulgação/Prefeitura de Araraquara
A cidade de Araraquara, localizada na região central do estado de SP, tem sido utilizada como referência na aplicação do ‘’lockdown’’, medida que consiste, basicamente, no fechamento total do município como forma de mitigar o avanço da covid-19. Sustentada por essa narrativa, a grande imprensa está promovendo uma campanha favorável ao trancamento total no âmbito estadual e até nacional. No entanto, as informações são falsas.

A premissa do ‘’lockdown’’ está pautada justamente na diminuição no número de contaminações, podendo esta ser verificada após um período de, no mínimo, 15 dias, intervalo considerado essencial para que o índice de contágio seja reduzido. Porém, ao contrário daquilo divulgado pelo mainstream, mesmo diante das ações do prefeito local, Edinho Silva (PT), houve um aumento de 10,98% nos registros positivos para o vírus.

A pesquisa que culminou nos dados segue esta mecânica: considerando que a cidade está em ‘’lockdown’’ desde 21/02 e manteve-se assim até a data de aferição (14/03), desconta-se o boletim epidemiológico dos 14 dias posteriores, respeitando, com isto, os 15 dias subsequentes para a suposta eficiência da medida, e considera-se, contudo, os casos registrados a partir de 08/03 até 29/03. Em 07/03, havia a confirmação de 15.519 casos de coronavírus em Araraquara; em 29/03, conforme constante nas estatísticas oficiais do próprio município, já eram 17.224 contaminações, um aumento proporcional de quase 11%.

Vale destacar, contudo, que mesmo a notícia do ‘’lockdown’’ não procede. Segundo levantamento diário que mede os índices de isolamento social em várias regiões do estado de SP, cujo monitoramento ocorre na captação locacional em conjunto com operadoras de telefonia celular, o município de Araraquara registrou de 21/02 à 14/03 uma média de 44%. Ou seja, 56% dos moradores não se mantiveram isolados. As razões disso podem envolver desde locomoções para atividades laborais até circulações variadas, incluindo passeios, reuniões em praças ou simplesmente saídas corriqueiras.
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