09/04/2021 às 09h50min - Atualizada em 09/04/2021 às 09h50min

​Barroso obriga Senado a abrir CPI da Covid contra Bolsonaro

Ministro, porém, ainda não se manifestou sobre os bilhões desviados por prefeitos e governadores

Da Redação
O ministro Luís Roberto Barroso | Foto: Fellipe Sampaio-SCO-STF/reprodução
O ministro do Supremo Tribunal Federal Luis Roberto Barroso, que já defendeu o terrorista Cesare Battisti quando advogado e foi indicado ao Supremo pela ex-presidente Dilma Rousseff, obrigou o Senado Federal a abrir uma CPI da Covid-19 com o objetivo de "investigar a responsabilidade e omissões do governo federal na pandemia". O pedido foi feito no mês passado pelos senadores Alessandro Vieira (Cidadania - SE) e Jorge Kajuru (Cidadania - GO).

O STF proibiu, ainda em 2020, que o presidente interferisse nas decisões dos estados e municípios a respeito da Covid-19 e limitou o apenas como um agente que repassaria verbas para prefeitos e governadores, no entanto, alguns chefes estaduais e municipais desviaram parte dessa verba, agravando a crise em seus estados e cidades. É o caso do governador de Santa Catarina, por exemplo, Carlos Moisés (PSL), que foi afastado pela segunda vez desde que começou a pandemia por fraude na compra de respiradores.

Pacheco defendeu que CPI não fosse instalada
A decisão ocorre após Pacheco defender oficialmente à corte que a CPI não fosse instalada. Em uma manifestação de 11 páginas assinada pelo advogado do presidente do Senado, Pacheco diz ao STF que não é o momento para uma CPI. 

“O que discute, de forma serena e republicana – porque é inerente à elevada responsabilidade que o Plenário do Senado lhe cometeu, ao elegê-lo Presidente da Casa – é o momento adequado para instalar investigação parlamentar que eventualmente preencha os requisitos constitucionais nas atuais circunstâncias”, diz o advogado de Pacheco. No entanto, Pacheco falou que instaurará a CPI, que pode coroar o "insucesso no combate à pandemia".
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